A babá quase perfeita de Williams

Escola de Bruxas

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 03h12

16 H NA GLOBO

(Fuchsia the Mini-Witch). EUA, 2010. Direção de Johan Nijenhuis, com

Rachelle Verdel, Porgy Franssen,

Annet Malherbe, Marcel Hensema.

Garota que sonha ser mágica, como seu pai, recebe autorização para frequentar escola de magia. Ela começa os estudos, mas cria problemas ao tentar controlar o vento. Fantasia para plateias infantojuvenis. Deve agradar mais às meninas. Reprise, colorido, 95 min.

A Fantástica Fábrica de

Chocolate

22H45 NO SBT

(Charlie and the Chocolate Factory). EUA, 2005. Direção de Tim Burton, com Johnny Depp, Freddie Highmore, David Kelly, Helena Bonham Carter.

Apesar do delírio cenográfico e da presença de Depp, a versão de Burton não consegue ser muito melhor do que a do filme antigo que Mel Stuart adaptara do original de Roald Dahl. Depp faz estranho personagem que convida cinco crianças para um tour pela fábrica de chocolate do título. Uma delas é um menino que mantém sua pureza. As demais crianças já se deixaram corromper pelo mundo. As cenas do primeiro, Charlie, com a família são, de longe, as melhores. Reprise, colorido, 105 min.

Big Alma: A Vida de Alma

Mahler - 2ª parte

0 H NA CULTURA

(Big Alma). Áustria, 2007. Direção de Susanne Freund.

A emissora exibe a segunda parte do documentário que resgata a história da socialite vienense que se casou, sucessivamente, com o compositor Gustav Mahler, o arquiteto Walter Gropius e o escritor Franz Werfel. Reprise, colorido, preto e branco, 44 min.

TV Paga

Uma Babá Quase Perfeita

14 H NA FOX

(Mrs. Doubtfire). EUA, 1993. Direção de Chris Columbus, com Robin Williams, Sally Field, Pierce Brosnan, Mara Wilson e Harvey Fierstein.

Robin Williams faz ator que não aguenta a separação dos filhos e se disfarça como babá para continuar perto deles. A tese é de que um homem consegue ser mais maternal do que a mulher, preocupada em competir no mercado de trabalho. Não é nova - é a mesma de Tootsie, de Sydney Pollack, com Dustin Hoffman, no começo dos anos 80. O diretor Columbus fez a série Esqueceram de Mim e formatou, na tela, outra série, a de Harry Potter. O filme é simpático, fez sucesso de público (e ganhou o Oscar de maquiagem). Mas Columbus, ótimo roteirista (O Enigma da Pirâmide, Os Goonies, Gremlins), virou um diretor devagar, quase parando, a despeito de suas sempre renovadas preocupações humanistas. Pena - porque sua estreia, com Uma Noite de Aventuras, o Depois de Horas teen, foi bem legal. Reprise, colorido, 125 min.

Três Macacos

20 H NO TELECINE CULT

(Three Monkeys). Turquia/ França/ Itália, 2008. Direção de Nuri Bilge

Ceylan, com Hatice Aslan, Yavuz Bingöl, Ercan Kesal, Rifat Sungar.

O turco Ceylan é simplesmente um dos maiores diretores do mundo e aqui assina um de seus filmes maiores - e mais ambicioso. Como na história dos três macacos que tapam os olhos, os ouvidos e a boca, Ceylan conta a história de uma família que se recusa a encarar seus problemas, mas isso não os elimina e a situa-se torna-se progressivamente mais e mais insustentável. A riqueza da mise-en-scène manifesta-se em cenas muito elaboradas, incluindo o panteísmo típico do autor, que gosta de fazer a natureza participar de seus dramas. Pode não ser para todos os gostos, mas é poderoso. Reprise, colorido, 109 min.

O Grão

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2007. Direção de Petrus

Cariry, com Leda Bandeira,

Nanego Lira, Verônica Cavalcanti.

Velha prepara o neto para a sua morte próxima, contando-lhe a história de rei e rainha que perderam o único filho. Paralelamente, casal dá duro na lavoura para arranjar dinheiro para o casamento da filha. As duas histórias terminam por se interligar. O cinema poético de Petrus Cariry faz dialogar o fantástico com a dura realidade. Reprise, colorido, 88 min.

Rebeldia Indomável

22 H NO TCM

(Cool Hand Luke). EUA, 1967. Direção de Stuart Rosenberg, com Paul Newman, George Kennedu, J.D. Cannon.

Paul Newman tem um de seus melhores papéis como homem que vai preso e desafia as normas da cadeia com sua rebeldia. O diretor Rosenberg fez também Brubaker, com Robert Redford, outro ataque, mais virulento ainda, ao sistema penitenciário dos Estados Unidos. A cena em que a garota lava o carro e atiça os detentos fez sensação na época. Newman foi indicado para Oscar, mas quem levou o prêmio foi George Kennedy - de melhor coadjuvante. Reprise, colorido, 126 min.

A Paixão de Cristo

1H40 NO TELECINE CULT

(The Passion of the Christ). EUA, 2004. Direção de Mel Gibson, com James Caviezel, Maia Morgenstern, Monica Bellucci, Hristo Shopov, Rosalinda Celentano.

Mel Gibson foi acusado de antissemitismo por seu retrato deformante dos guarda e juízes que condenaram Jesus, mas, na verdade, a condenação foi feita muito mais com base em declarações do diretor - em outras circunstâncias - do que no filme. A Paixão de Cristo é impressionante pelo realismo cênico e, para Gibson, independentemente de ser o filho de Deus, o personagem de Jim Caviezel representa o homem que sofre e é destroçado por suas convicções. Reprise, colorido, 126 min.

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