A ''Arte da Fuga'' em boa versão para dois cravos

A ''Arte da Fuga'' em boa versão para dois cravos

Há obras que se tornam símbolo de um período ao mesmo tempo em que marcam sua ruína - ou sugerem nova possibilidade expressiva. É o caso da Arte da Fuga de Bach, escrita em meados do século 18, em que o compositor resume e leva ao limite a prática do contraponto, misturando vozes de forma complexa e rica em invenção.

JOÃO LUIZ SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

A fuga, em resumo, é isso mesmo - a sobreposição de vozes. Começa com um tema que, uma vez apresentado, vai se transformando, dando origem a novos episódios musicais. Marcelo Fagerlande e Ana Cecilia Tavares, dois dos principais cravistas brasileiros, trabalham habilmente essas construções. Enxergam cada um dos 20 episódios de maneira isolada, com uma lógica interna própria; e ao mesmo tempo, estabelecem um arco interpretativo mais amplo.

Entre o local e o universal, por se assim dizer, a interpretação acaba nos fazendo entender porque A Arte da Fuga é não apenas símbolo da música de Bach mas de toda a produção ocidental. Em tempo: Os dois fazem recital de lançamento hoje às 11h30 na sala do Coro, na Estação Julio Prestes, com entrada franca.

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