A arte da caricatura, em mostra na Faap

A palavra caricatura se origina do italiano caricare, que quer dizer carregar, atacar. Durante a época do Renascimento, na Itália, caricare era a palavra que o artista Leonardo Da Vinci (1452-1519) usava para definir os desenhos que realizava de pessoas que encontrava na rua e que, por algum motivo, lhe chamavam a atenção. Esse motivo poderia ser uma fisionomia estranha, uma deformidade, uma característica rara. Da Vinci desenhava essas pessoas ´carregando´ nos traços e, desse modo, a caricatura se transformou em um termo para descrever desenhos ou pinturas nos quais os artistas carregavam a mão, exageravam os traços fisionômicos de pessoas ou representavam situações usando uma técnica gráfica e, ao mesmo tempo, dando-lhes outra conotação por causa do exagero. É com esse sentido que a palavra caricatura sobrevive até os dias de hoje. A exposição que inaugurada neste sábado no Museu de Arte Brasileira da Faap tem como tema a caricatura, mais precisamente A Comédia Urbana: de Honoré Daumier a Araújo Porto-Alegre. A mostra, com curadoria e pesquisa de de pós-doutorado de Heliana Angotti Salgueiro, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, é um recorte no período de relações socioculturais entre o Brasil e a França compreendido entre as décadas de 1830 e 1840. Uma pequena parte do material chega aos anos 1850 -, dando ênfase à caricatura e à imprensa ilustrada da época. Os dois personagens principais, pontos de partida dessa exposição, são o caricaturista francês Honoré Daumier, realizador da série de litografias Les Robert Macaire, que circulou por jornais e livros a partir de 1836, e o brasileiro Manoel de Araújo Porto-Alegre, responsável pelo primeiro periódico ilustrado do País, A Lanterna Mágica, editado na Rio entre 1844 e 1845. Leia mais

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