Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

A apresentação meia-boca de Liam Gallagher

Com sua banda Beady Eye, o ex-Oasis voltou ao Brasil com sua marra e sem qualidade

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h07

Não havia ninguém mais bandido na noite de sábado na Marginal do Tietê do que Liam Gallagher. Não havia um lote de canções tão desorientadas quando as que o Beady Eye trouxe para tocar. Pouca coisa é mais fora de controle do que Liam. Ainda assim, foi um show meia-boca, não funcionou tão bem. Por quê?

Primeiro, porque a nova banda de Liam não é das dez melhores. É mediana, tem gente que está lá só porque é amiga.

E também porque faltou potência, o som estava muito baixo para o vocal, começando pela primeira da noite, Four Letter Word.

"Vocês estão bem aí? Só checando", disse Liam, ainda cantando com o microfone apontado para o nariz.

Depois, em Beatles e Stones, acertaram o som um pouquinho, mas pelo menos até a metade do show era indigno de um Gallagher.

"Liam, toca Wonderwall que esse show tá caído!", berrou uma menina. Ok, também não era assim. Com Standing on the Edge of the Noise, o Beady Eye mostrou que é melhor ir adiante do que ficar deitado em cima do cadáver do passado.

É uma banda que pode crescer, se trocar uma ou outra peça de frente.

Claro que, sem Noel, falta habilidade a Liam para construir os contrapontos entre trevas e luz que sobravam no Oasis.

E vice-versa: falta a Noel a animalidade e a selvageria de Liam, então sua música fica um pouco farofeira sem o irmão. Se ambos chegarem a essa conclusão, até o final do ano que vem o Oasis estará excursionando de novo. Mas se for para tocar só velharia, melhor continuar sozinho do que mal acompanhado.

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