A alienação, por Antonioni, no TCM

Poderoso Joe

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

15H45 NA GLOBO

(Mighty Joe Young). EUA, 1998.

Direção de Ron Underwood, com Bill Paxton, Charlize Theron, Rade

Serbedzija, Regina King, Peter Firth.

Em 1949, Ernest B. Schoedsack, coautor do clássico King Kong, de 1933, fez o primeiro Mighty Joe Young, O Monstro do Mundo Proibido no Brasil, sobre gorila gigante que é resgatado da selva com garota. Ela é a única que o entende - e tenta ajudá-lo quando a natureza selvagem de Joe entra em choque com a violência da metrópole. Trata-se de uma rara refilmagem que consegue ser tão boa quanto o filme original. Charlize Theron, na fase pré-Oscar, substitui Terry Moore, que fazia o papel no filme antigo. Terry tem uma pequena participação em dupla com o lendário Ray Harryhausen, que criou os efeitos pra Schoedsack. Reprise, colorido, 114 min.

O Incrível Hulk

23H NA RECORD

(The Incredible Hulk). EUA, 2008. Direção de Louis Leterrier, com Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, Tim Blake.

Em 2003, Ang Lee fez sua versão "trágica" da história de O Incrível Hulk, construída sobre o olhar de Eric Bana, que fazia o papel. O público rejeitou e, cinco anos depois, surgiu esta outra versão da história, assinada pelo francês Louis Leterrier (de A Fúria dos Titãs). O próprio ator Edward Norton é um dos autores do roteiro, que busca ser mais fiel ao espírito da série de TV sobre o herói que vira um monstro esverdeado - e destruidor - quando enfurecido. O filme teve cenas filmadas no Rio e não é de todo ruim, na linha "ação nonsense", em que nada faz muito sentido mas o movimento é acelerado. Reprise, colorido, 114 min.

Intercine

2H NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre Ventos Diabólicos, de Gilbert M. Shilton, com Joe Lando e Nicole Eggert, sobre homem que perdeu a família num tornado e agora tenta proteger a cidade em que vive de um ciclone (mas ninguém acredita nele); e Blankman - Um Super-Herói Muito Atrapalhado, de Mike Binder, com Damon Wayans, David Alan Grier e Robin Givens, sobre cientista que vira super-herói por acidente, graças a um de seus inventos.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre Sequestro, Chantagem e Morte, de Scott Ziehl, com Dominic Purcell, Joy Bryant, Ali Larter, Desmond Harrington e Gina Gershon, sobre homem que descobre plano de sequestro e resolve se antecipar aos criminosos, mas tudo sai errado (EUA, 2004, fone 0800-70-9011); e A Guerra das Perucas, de Barry Levinson, com Barry McEvoy, Brian F. O"Byrne, Anna Friel, Pauline Mclynn e Billy Connolly, que aborda os conflitos entre católicos e protestantes, na Irlanda, por meio das disputas comerciais entre dois fabricantes de cabeleiras postiças (EUA, 2000, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Blow-Up - Depois Daquele Beijo 0H05 NO TCM

(Blowup). Inglaterra/Itália, 1967. Direção de Michelangelo Antonioni, com David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Verushka, Jane Birkin.

Concluída sua trilogia da solidão e da incomunicabilidade - A Aventura, A Noite, O Eclipse - e superado o impasse de O Deserto Vermelho, Antonioni levou sua análise da alienação humana para o mundo em transformação. Começou por Londres, onde o fotógrafo David Hemmings descobre um crime ao ampliar as fotos que tirou por acaso, num parque. Quando o cadáver desaparece, é como se nada tivesse ocorrido. Antonioni se baseou num original do escritor argentino Julio Cortázar (Las Babas del Diablo) para fazer este filme provocativo, original e rico em simbolismos. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Reprise, colorido, 111 min.

O Signo da Cidade

2 H NO CANAL BRASIL

Brasil. 2007. Direção de Carlos Alberto Riccelli, com Bruna Lombardi, Juca de Oliveira, Eva Wilma, Graziella Moretto, Denise Fraga, Malvino Salvador, Fernando Alves Pinto, Sidney Santiago, Ana Rosa, Zécarlos Machado,

Irene Stefânia.

Várias histórias se fundem na cidade de São Paulo, compondo um painel de temas como solidão, alienação e esperança. Um homem está sozinho, uma mulher quer mais risco em sua vida, outra apenas quer se dar bem, um travesti sonha mudar de sexo. O filme escrito por Bruna Lombardi e dirigido pelo marido dela, o ator Carlos Alberto Riccelli, acerta o tom e toca pela sinceridade das interpretações. Reprise, colorido, 95 min.

Norma Rae

4H15 NO TELECINE CULT

(Norma Rae). EUA, 1979. Direção de Martin Ritt, com Sally Field, Ron

Leibman, Beau Bridges, Pat Hingle.

Sally Field ganhou o primeiro de seus dois Oscars, além do prêmio de melhor atriz em Cannes, por seu papel como operária de uma fábrica de tecelagem que tenta unir as colegas em torno do sindicato. Um filme comprometido e honesto, mas não tão bom do diretor Ritt. A cena em que Sally sobe na mesa para protestar, na fábrica, com certeza lhe valeu todos os prêmios.

Reprise, colorido, 113 min.

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