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A afirmação do maior hitmaker do brasil

Depois de Expresso 2222, de Gilberto Gil, relançado hoje pala Grande Discoteca Brasileira Estadão, no próximo domingo chega às bancas o décimo segundo volume da coleção, Tudo Azul, de Lulu Santos. Assim como os discos anteriores, o CD é acompanhado de um livreto de aproximadamente 60 páginas, contendo ficha técnica, informações sobre o artista, contexto cultural, histórico e social, além de discografia relacionada.

, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2010 | 00h00

Lançado originalmente em 1984, pela gravadora WEA, quando Lulu tinha 31 anos, o álbum marca o deslanchar da carreira do artista, que se tornaria um dos maiores hitmakers do País. Anteriormente, ele já havia dado provas de seu potencial em dois trabalhos anteriores: Tempos Modernos (1982), com grande sucesso que batiza o disco, e O Ritmo do Momento (1983), que contava com as antológicas Um Certo Alguém (parceria com Ronaldo Bastos), a sugestiva Adivinha O Quê e Como Uma Onda no Mar (com Nelson Motta).

Assim como os lançamentos anteriores, Tudo Azul selou uma tabelinha perfeita na cena da música popular brasileira, combinando o talento de Lulu - para atingir as massas com melodias ao mesmo tempo benfeitas e de fácil assimilação pelo grande público - com a produção do Midas do Pop dos anos 80, Arnolpho Lima Filho, conhecido por todos como Liminha.

Como definiu o próprio Lulu, Tudo Azul foi uma espécie de "senha para o mainstream nacional". De fato, o disco vendeu mais de 400 mil cópias, superando os dois primeiros lançamentos e tocou exaustivamente nas rádios. Em termos de venda, seria superado depois apenas por Assim Caminha a Humanidade (1994), Eu e Memê, Memê e Eu (1995) e o primeiro volume do Acústico MTV (2000).

Tiro certo nas rádios. Em Tudo Azul, além de A Força do Destino, primeira faixa do disco, na qual o compositor, cantor e guitarrista toca até pandeiro e bongô, outra dupla que reafirmou seu poder de popularidade foi Lulu e Nelson Motta. Depois do sucesso de Como Uma Onda no Mar, ambos compuseram juntos para o terceiro álbum de Lulu dois temas que se tornariam clássicos do pop nacional: a dançante Tudo Azul ("Tudo azul, todo mundo nu/ No Brasil, sol de norte a sul") e a romântica e reflexiva Certas Coisas ("Eu te amo calado/ Como quem ouve uma sinfonia/ De silêncios e de luz"), que ressurgiu em versão acústica no início desta década.

Ainda havia espaço para uma nova versão de O Calhambeque, de Erasmo Carlos para a original de Gwen e John D. Loudermilk, na qual Lulu toca guitarra, bateria digital e baixo elétrico, além de outros dois tremendos sucessos: Tão Bem (contando com instrumentistas do peso de Jorjão Barreto, nos teclados; Márcio Montarroyos, no trompete; Leo Gandelman, nos saxofones barítono e tenor; Liminha, no baixo e na guitarra; e Serginho Trombone) e O Último Romântico, parceria de Lulu com Antônio Cícero e Sérgio Souza.

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