A adorável pecadora de Marilyn

Em Boa Companhia

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2012 | 03h11

15H50 NA GLOBO

(In Good Company). EUA, 2004. Direção de Paul Weitz, com Dennis Quaid, Topher Grace, Scarlett Johansson, Marg Helgenberger, David Paymer, Selma Blair.

Uma delícia de comédia. Dennis Quaid faz chefe veterano que é substituído no cargo por garoto. Topher Grace ainda se envolve com a filha do herói compulsoriamente aposentado, Scarlett Johansson, mas, na hora H (e a despeito de toda crise), o próprio garoto arrogante e talentoso tem de aprender com 'o coroa'. O diretor Weitz trata de temas sérios com graça. O elenco ajuda, porque está todo muito bem. Reprise, colorido, 110 min.

Os Impiedosos

22 H NA CULTURA

(Madigan). EUA, 1968. Direção de

Donald (Don) Siegel, com Richard

Widmark, Henry Fonda, Inger Stevens, Harrty Guardino, Steve Ihnat, Susan Clark, Don Stroud.

O Clube do Filme resgata um thriller impecável, que vale a pena (re)ver. Embora tenha sido um grande diretor, um dos mestres - com Sergio Lerone - de Clint Eastwood, Siegel foi durante boa parte de sua carreira (quase toda) um diretor de filmes B. Só na segunda metade dos anos 1960 ele assinou um contrato para ser diretor classe A na Universal. Começou muito bem, como você poderá confirmar. Richard Widmark forma dupla com Harry Guardino e ambos caçam criminoso fugitivo nas ruas de Nova York. A urgência da dupla tem seu contraponto na visão distanciada que o burocrata Henry Fonda possui da violência urbana. Siegel foi montador, bem antes de virar diretor, e aqui sua edição 'clássica' enriquece o filme com cenas de grande intensidade. Reprise, colorido, 100 min.

Leão Branco, O Lutador sem Lei

23 H NA REDE BRASIL

(Lionheart). EUA, 1990. Direção de Sheldon Lettich, com Jean-Claude Van Damme, Harrison Page.

Um dos maiores sucessos de público de Jean-Claude Van Damme. Ele abandona a África (e a Legião Estrangeira) disposto a vingar a morte do irmão. Envolve-se no circuito de lutas ilegais e bate e arrebenta. Van Damme estava com na corda toda. Suas cenas de lutas são eletrizantes. Os fãs poderão conferir como ele já foi bom de pancadaria. Reprise, colorido, 104 min.

Viper

4H20 NA REDE BRASIL

(Bad Blood). EUA, 1994. Direção de Tiber Takács, com Lorenzo Lamas, Frankie Thorn, Hank Cheyne, Joe Son.

É no mínimo curioso que a Rede Brasil programe na madrugada dois filmes de heróis que batem. Sai Van Damme e entra Lorenzo Lamas, o filho de Fernando Lamas e Arlene Dahl. O pai foi um dos galãs latinos da Metro nos anos 1940/50, mas Lorenzo resolveu seguir outra via e se estabeleceu como bom de briga. Aqui, faz ex-policial que se envolve numa briga de bar e vai preso, acusado de crime que não cometeu. Foi tudo uma armação e Lorenzo vai fugir para tentar salvar o irmão e a ex-mulher. O título original, Sangue Ruim, refere-se a quem? Lorenzo, afinal, é um apaixonado (pela ex). Na vida, ele terminou trocando o cinema pela música e virou crooner, apresentando-se como baladeiro romântico em night clubs de Nova York. Reprise, colorido, 89 min.

TV Paga

Rocky, Um Lutador

16H35 NO TCM

(Rocky). EUA, 1976. Direção de John G. Avildsen, com Sylvester Stallone, Tali Shire, Burt Young.

No ano em que os EUA celebravam os 200 anos de sua independência, a Academia de Hollywood fez uma aposta na renovação. A América ainda purgava as feridas do Vietnã e do escândalo de Watergate, um novo presidente (Jimmy Carter) representava a esperança e foi neste quadro que Rocky venceu os Oscars de melhor filme e direção. Quem é Rocky? Um lutador anônimo que terá a chance de sua vida ao enfrentar o campeão. Apesar do exagero da consagração, o filme não é ruim (e a trilha contribui para a euforia). Stallone percebeu o potencial do personagem e fez vários filmes com ele, transformando-o, com Rambo, em emblema da era Ronald Reagan, quando, na verdade, Rocky representava outra coisa na origem. Reprise, colorido, 100 min.

Adorável Pecadora

18 H NO TELECINE CULT

(Let's Make Love). EUA, 1961. Dire-

ção de George Cukor, com Marilyn Monroe, Yves Montand, Wilfrid Hyde-White, Bing Crosby, Milton Berle,

Gene Kelly.

Yves Montand faz milionário que se apaixona por corista de show em sua homenagem. Para impressionar Marilyn Monroe, pois é ela a intérprete do papel, ele resolve provar que é o melhor e aprende a cantar com Bing Crosby, a dançar com Gene Kelly e a contar piadas com Milton Berle. O diretor Cukor, ás do musical e grande criador de personagens femininas, transforma o que parece piada numa reflexão sobre o matriarcado na sociedade norte-americana. Marilyn tem um momento antológico - no número My Heart Belongs to Daddy. Reprise, colorido, 110 min.

Meu Nome É Dindi

19 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2007. Direção de Bruno Safadi, com Djin Sganzerla. Gustavo Falcão, Maria Gladys.

Djin Sganzerla é ótima - e ganhou o prêmio de melhor atriz da APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes - por seu papel como dona de quitanda em via da falência, que se envolve com agiota e com agiota. Em seu novo longa, Éden - em cartaz na Mostra, com grande atuação de Leandra Leal -, o diretor Safadi mostra outra mulher em luta pela sobrevivência (e pela própria identidade). Ele sabe olhar o mundo com riqueza de observação. E certamente sabe dirigir suas mulheres. Reprise, colorido, 85 min.

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