26.ª Bienal fecha com público menor que o esperado

A 26.ª Bienal de São Paulo, que este ano teve entrada franca, terminou no domingo com um público de 917.218 visitantes, contra 670 mil da 25.ª edição, em 2002. Apesar de não ter sido atingida a marca esperada de 1 milhão de visitantes, o saldo foi satisfatório, na opinião de Manoel Francisco Pires da Costa, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. "Isso mostra a demanda que existe na sociedade brasileira por cultura." A maioria dos visitantes foram das classes A e B e apenas 24% são da classe C e 5% das D e E.De 25 de setembro a 19 de dezembro, estiveram expostas obras de 135 artistas de 62 países sob o tema Território Livre, que teve como curador o alemão Alfons Hug e design do arquiteto brasileiro Isay Weinfeld. De acordo com Costa, o papel da Bienal nesta edição e nas próximas será focar artistas contemporâneos que se destacam em seus áreas. "Queremos descobrir novos talentos", disse. Segundo o presidente da Bienal, a proposta é manter o ingresso gratuito, mas o curador da edição de 2006 não será mais Alfons Hug, que acumula a função há duas Bienais.Dos 20 brasileiros que expuseram suas obras na 26.ª edição, o grupo Chelpa Ferro, formado pelos artistas Barrão, Sérgio Mekler e Luiz Zerbini, e o fotógrafo Caio Reisewitz foram convidados para se apresentarem na 51.ª Bienal de Veneza, que ocorrerá entre 12 de junho e 6 de novembro de 2005, com curadoria de Alfons Hug. O Chelpa Ferro apresentou um trabalho de galhos e vagens secas, que quando acionadas por um pedal elétrico produziam leves sons. Caio Reisewitz mostrou um estudo sobre a arquitetura de São Paulo.

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