The New York Times
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2013 foi o melhor ano da história dos leilões

Ao todo, US$ 12 bilhões foram arrecadados, com destaque para compradores da Ásia e da Rússia

EFE

06 de março de 2014 | 03h00

Compradores de Ásia, Oriente Médio e Rússia fizeram de 2013 o melhor ano da história dos leilões de arte, que alcançaram o valor de US$ 12 bilhões em vendas, com Basquiat liderando a lista dos cem artistas mais vendidos – da qual fazem parte quatro latinos, sendo três brasileiros.

Segundo um informe anual da consultora Artprice, que monitora vendas de trabalhos de 500 mil artistas, 2013 "foi o melhor ano já registrado, com o melhor resultado da casa Christie’s em 247 anos de história, com destaque para o crescimento da arte do pós-guerra e contemporânea".

O setor de arte antiga perdeu força e ocupa agora 9,3% do mercado de vendas. A arte contemporânea representa 13%, a do pós-guerra, 20,5%, e a contemporânea, 47,5%. O valor recorde pago por uma obra é do britânico Francis Bacon, cujas obras arrecadaram US$ 127 milhões. Para se ter uma ideia, Tulips, de Jeff Koons, superou os valores pagos por obras de Pablo Picasso e Claude Monet.

Os três artistas contemporâneos mais lucrativos foram Jean-Michel Basquiat, Koons e Christopher Wool: US$ 313,1 milhões, o que representa 21,7 de todo o mercado. A demanda, dizem os especialistas da Artprice, foi globalizada, em especial por conta dos compradores de Ásia, Oriente Médio e Rússia, "que têm um apetite voraz" pelos artistas emblemáticos do século 20, "estabelecendo um recorde após outro".

Os três brasileiros do top 100 são Beatriz Milhazes, na 49ª posição, com US$ 4,2 milhões pagos por sete obras; Vik Muniz, com US$ 2,6 milhões, por 77 peças; e Adriana Varejão, com US$ 2,1 milhões, por três obras.

Os especialistas ressaltam, porém, que a dominação da arte contemporânea se baseia em poucos artistas – para se ter uma ideia, Basquiat ocupa 21% de todo o mercado.

Nova York domina o mercado mundial, com 45% das vendas sendo realizadas na cidade, perante 25% de Inglaterra e China, 5% da França, do Oriente Médio e do restante da Ásia.

Pela primeira vez, aliás, entra na lista dos cem mais um artista chinês: Zeng Fanzhi, que está na quarta posição, devido aos US$ 34,4 milhões arrecadados com a venda de 45 lotes até junho do ano passado. Zhou Chunya, também da China, aparece na sexta posição.

NÚMEROS

US$ 313, 1 mi

foi o valor pago por obras de

Jean-Michel Basquiat, Jeff Koons e

Christopher Wool

47,5%

do mercado correspondem

a obras contemporâneas

US$ 4,2 mi

foi o valor pago por sete obras

de Beatriz Milhazes, a melhor brasileira

do ranking

US$ 34,4 mi

é o total arrecadado com

obras do chinês Zeng Fanzhi

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