2010, adeus

Personalidade do ano. Paul, o polvo alemão que previu todos os resultados da Copa.

Luis Fernando Verissimo, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

Troféu "vamos ver no que vai dar" do ano. Empate: Dilma Rousseff e Tiririca.

Lázaros do ano (ou "eu também estou louca de saudade, querido, mas antes vá tirar essa roupa e tomar um banho"). Os mineiros soterrados do Chile.

Troféu "ovo no fiofó da galinha" do ano. A discussão sobre o que fazer com os royalties do pré-sal antes que uma gota do petróleo tenha sido extraída.

Anticlímaxes do ano. A revelação de que o que diplomatas dizem e fazem em segredo não se parece nada com o que eles dizem e fazem em público e a revelação de que o Ricky Martin é gay.

Filme do ano. A tomada do Complexo do Alemão.

Argentinos do ano. Messi, Conca e Cristina Kirchner, que também concorreu ao prêmio de melhor viúva.

Maradona do ano. Maradona.

Melhor jogo que não houve do ano. Inter de Porto Alegre X Inter de Milão.

"Olé" do ano. Espanha campeã do mundo.

"O quê?!" do ano. O papa admite o uso de camisinha em ocasiões especiais.

Figura emblemática do ano, talvez do século. Lady Gaga.

E quando você pensava que o ano terminaria sem que a Justiça brasileira fizesse mais uma das suas... Ficha limpa para o Maluf.

Inês

(Da série Poesia numa Hora Destas?!)

Ela tinha as unhas do pé

pintadas de dourado

- eu deveria ter me flagrado.

Ela tinha uma flor-de-lis tatuada

nas costas apontando para o rego

- pra onde iria meu sossego?

Ela gostava da Camille Paglia

e de esportes radicais

- como eu não vi os sinais?

Agora é tarde, Inês está aí

e eu é que morri.

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