20.ª Bienal Internacional do Livro de SP invade o Anhembi

A tradicional maratona de livros começa nesta quinta-feira na cidade, com 2,2 milhões de livros à venda

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo,

13 de agosto de 2008 | 16h22

A gigantesca festa literária começa nesta quinta-feira, 14. A partir das 10 horas, abrem-se as portas do Pavilhão de Exposições do Anhembi para dar início à 20.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a mais tradicional feira do mercado editorial brasileiro. E, se anos atrás, reinava solitária como principal ponto de encontro do leitor com seus autores favoritos, a Bienal, agora confrontada com inúmeras festas literárias que se espalham pelo País, solidifica sua posição como a feira em que os editores e livreiros apresentam seus produtos.  Veja também: Veja mapa da 20.ª Bienal Internacional do Livro de SP   Mais uma vez, a Bienal começa com números gigantescos: 2,2 milhões de livros serão colocados à venda, representando um total de 210 mil títulos publicados por 900 editoras. Tudo expostos em 350 estandes. O movimento dessa enorme biblioteca será dado pelos 4.100 lançamentos e 822 sessões de autógrafos que deverão atrair os leitores até seus autores preferidos.  Para evitar, no entanto, que suas prateleiras se transformem na simples exposição de um enorme catálogo, a Bienal oferece uma série de atividades que, seguindo o bom exemplo da sua irmã carioca, promove também a reflexão e não apenas o comércio. Na edição que começa nesta quinta, o visitante que pagar os R$ 10 pelo ingresso terá à disposição ao menos cinco pontos de encontro com autores e pensadores. O mais tradicional continua sendo o Salão de Idéias, no qual 40 convidados estrangeiros e 75 nacionais vão discutir sobre sua obra e suas idéias. Já o Espaço Literário pretende estimular o debate sobre as principais efemérides de 2008, como os 200 anos da vinda da família real ao Brasil, o centenário da imigração japonesa e os 100 anos de morte de Machado de Assis e de nascimento de Guimarães Rosa. Voltados basicamente à educação, o Fala, Professor! e o Espaço Universitário buscam ampliar o conhecimento de mestres e alunos. Já o Ler é Minha Praia é dedicado a receber crianças e adolescentes, com visitas orientadas às editoras com atividades para esse público específico. A lista de convidados também é eclética, apostando em nomes consagrados como Lygia Fagundes Telles e Zuenir Ventura e até em celebridades como Marília Pêra e Chico Anysio. Entre os estrangeiros, os destaques são o mexicano Guillermo Arriaga, conhecido pelos roteiros de filmes como Babel e Amores Brutos, e a americana Samantha Power. Ex-braço direito de Barack Obama, a jornalista ganhadora do prêmio Pulitzer é autora de O Homem Que Queria Salvar o Mundo, biografia do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, o então alto comissário para os Direitos Humanos que estava entre os funcionários da ONU que foram mortos em atentado em Bagdá, durante a Guerra do Iraque em 2003. A abertura oficial da Bienal ocorre às 11 horas, e será feita por diversas autoridades, como o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, do ministro da Cultura da Espanha, César Antonio Molina Sánchez, e pelo prefeito Gilberto Kassab.  20.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Pavilhão de Exposições do Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209. 10 h às 22 h. R$ 10. Até 24/8. Abertura quinta, 14, 10 horas. www.bienaldolivrosp.com.br

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