16.º Videobrasil valoriza mescla entre cinema e vídeo

Evento ocupa os cinco andares do Sesc Avenida Paulista, com trabalhos imperdíveis de Peter Greenaway

05 Outubro 2007 | 17h38

O Videobrasil - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica chega a sua 16.ª edição, e ocupa os cinco andares do prédio do Sesc Avenida Paulista, deixando para trás os amplos espaços do Sesc Pompéia onde se manteve nos últimos anos. Segundo a curadora do festival e diretora da Associação Cultural Videobrasil, Solange Oliveira Farkas, é um evento "vertical" daqui em diante. Um bom programa para o fim de semana do paulistano.  Veja também: Site oficial do Videobrasil   Para marcar seu novo território, a estratégia foi dar maior fôlego ao festival, que neste ano, sob o título Limite - Movimentação de Imagem e Muita Estranheza, tem como tema a criação que nasce da contaminação do cinema com a videoarte, da fusão de diversas experiências artísticas. A síntese dessa proposta curatorial está no trabalho de uma grande estrela que este Videobrasil traz a São Paulo, o cineasta e artista britânico Peter Greenaway, que fez performance com edição de imagens na fachada lateral do Sesc Avenida Paulista, na Rua Leôncio de Carvalho, no domingo passado, marcando a inauguração do festival.   Dentro da estratégia de dar fôlego ao 16º Videobrasil não está somente a  vinda de Greenaway e de suas obras. O festival neste ano coloca à luz não apenas a produção dos chamados países periféricos dentro de sua mostra competitiva (com 66 obras) Panoramas do Sul, sua bandeira há tempos, como  também o evento ganha um forte caráter expositivo desta vez.   O festival  apresenta uma retrospectiva do artista alemão Marcel Odenbach no 5º piso;  expõe Tulse Luper Suitcases de Greenaway, uma instalação digna de qualquer  mostra de artes plásticas no 4º andar; assim como exibe as obras de seus  destaques : Arthur Omar, Edgard Navarro, Carlos Adriano; o  trabalho da dupla Detanico&Lain no saguão do prédio; e, na marquise do  edifício, de Low Pressure (Revezamento 3x1), de Eder Santos, uma grande  projeção horizontal da performance de um nadador.   Sem contar, ainda, a mostra Um Punhado de Prazeres, com programação no CineSesc, que apresenta retrospectiva de filmes do americano Kenneth Anger e obras de outros criadores, entre eles, Andy Warhol, Jean Genet e Jack Smith. São, em sua maioria, referenciais históricos dentro do projeto curatorial. Ainda bem que dinheiro não é problema para esse caro projeto do 16.º Videobrasil, já que o Sesc São Paulo, realizador do evento bienal, banca quase que 100% de seu orçamento, como diz Solange (mas sem revelar o Montante).   A amplitude do festival ainda conta com a realização de um seminário, de palestras e lançamento do Caderno Videobrasil, da inauguração no mezanino do Sesc Paulista de uma videoteca permanente com o acervo do festival (primeiramente, estarão já disponíveis cerca de 300 títulos, inclusive da programação desta edição) e a realização de uma seção do evento no Museu de Arte Moderna da Bahia, instituição da qual Solange Farkas é diretora.     16.º Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc Videobrasil. Sesc Avenida Paulista. Av. Paulista, 119, 3179-3700 ou 0800-118220. 3.ª a dom., 11h/21h. grátis, as sessões de cinema e vídeos no Cinesesc (Rua Augusta, 2.075). R$ 6, os seminários. www.videobrasil.org.br/16. Até 25/10

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