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Caverna.club: 100 anos com Clarice Lispector

Talvez não haja na história da literatura brasileira uma escritora ou mesmo um escritor com o seu vigor e mistério

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2020 | 03h00

O tempo passa, Clarice Lispector remoça a cada ano. Como uma eternidade embutida em um livro, suas palavras ganham a força de um elixir da vida perene que perpassa suas histórias e a tornam mais jovem a cada geração de viventes. Talvez não haja na história da literatura brasileira uma escritora ou mesmo um escritor com o seu vigor e mistério – em dezembro, 100 anos de puro vigor e mistério do seu nascimento. Há raras imagens de Clarice em vídeo. A mais marcante é do Panorama, programa da TV Cultura, gravado em 1977. A escritora morreria meses depois de um câncer de ovário. youtu.be/ohHP1l2EVnU

CACHORRO QUENTE 

“Por enquanto estou morta. Estou falando do meu túmulo.” A frase é reveladora de uma escritora que acabara de escrever seu livro mais recente, A Hora da Estrela. Respostas simples e espontâneas, para alguém que raramente falava em público. Vide bula: “História de uma moça que, de tão pobre, só comia cachorro-quente”. É como traduziu a história do romance, sobre a protagonista Macabéa. São 28 minutos de pura felicidade e angústia, o que vier primeiro. 

 

HELLO, MUNDO! 

Dois vídeos na internet desvendam algumas facetas da escritora, inclusive naqueles momentos em que ela mesma diz não entender a história que escreveu, como o conto O Ovo e a Galinha, ou quando entende até demais, no caso do conto Mineirinho. O da escritora Noemi Jaffe chama-se A Legião Estrangeira de Clarice Lispector e o Efeito do Estranhamento, no programa Café Filosófico (youtu.be/WV7vq5g_DQM) e o do professor José Miguel Wisnik, Hora de Clarice. youtu.be/AJvBOJXscLQ 

 

CLARICES 

O caminho para desvendar Clarice está nela mesma, na leitura de seus escritos, sejam contos, crônicas, romances. Biografias trazem à luz Clarices infinitas. A mais recente delas foi escrita por Benjamin Moser, em inglês, traduzida por José Geraldo Couto, e lançada em 2009. Também são relevantes duas obras de Nádia Gotlib, Clarice – Uma Vida Que Se Conta e Clarice – Fotobiografia. Estão à venda em livrarias e sebos virtuais. Gratuita, há uma bela edição do Cadernos de Literatura Brasileira, do IMS, no endereço abaixo. É muita Clarice para tão pouco tempo. claricelispectorims.com.br/cadernos-de-literatura-brasileira

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1. Como Fica o Desejo?

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