Érika Riani
Érika Riani

10 boas notícias: confira a seleção da semana para ler em tempos de coronavírus (até 6/6)

CONTEÚDO ABERTO PARA NÃO-ASSINANTES: Mulheres do Vale do Jequitinhonha fazem versos para ajudar a comunidade; e moradores de um lar de idosos viram DJs durante a quarentena

Marina Vaz, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 05h00

Há dez sábados, você lê por aqui uma seleção cuidadosa de dez boas notícias da semana. Até agora, portanto, já publicamos cem ações ou fatos positivos, solidários, adoráveis. E seguimos neste caminho – porque nós precisamos, porque o mundo precisa.

1. Cultura local. O projeto Mulheres do Jequitinhonha busca fortalecer as tradições de Minas Gerais por meio de duas frentes: as Bordadeiras do Curtume e as Tecelãs do Tocoiós. Agora, integrantes desses grupos estão resgatando outra cultura tradicional – a de “jogar versos”. E, na pandemia, esse improviso poético tornou-se uma forma de apoiar as famílias mais vulneráveis da região, dando origem à ação Versinhos de Bem-querer. Funciona assim: você acessa o site, compra um versinho por R$ 26, e as rimas, sempre personalizadas, são entregues em um áudio, via celular.

2. Versão musical. Inspirado nas mulheres do Vale do Jequitinhonha, um grupo de artistas criou A Nossa Música. No projeto, que tem curadoria do pianista Benjamim Taubkin, é possível encomendar uma canção ou música instrumental criada especialmente a partir de um mote escolhido. A composição será, então, executada e gravada em vídeo, com cerca de 1 minuto de duração, e enviada para o apoiador da campanha. Além de ser uma forma criativa e única de (se) presentear durante a quarentena, a ação gera renda e incentiva a carreira dos artistas. Entre eles, estão nomes como Ricardo Herz, Patrícia Bastos, Fabiana Cozza, Marcelo Pretto e Dani Gurgel. A contribuição mínima para cada música composta é R$ 120 (saiba mais no site do projeto).

3. Não passará. A administradora de um lar de idosos nos arredores de Lyon, na França, adotou uma medida firme (e humana) para impedir que o coronavírus ameaçasse a vida dos 106 moradores da instituição. Ela e integrantes de sua equipe levaram roupas e sacos de dormir e se internaram voluntariamente no local, passando 47 dias com os idosos. “Eu disse ‘não, não aqui’. Meus residentes ainda têm muito o que viver”, declarou Valerie Martin, segundo agências internacionais. Sem o risco de contaminação trazido da rua, todos puderam socializar normalmente durante a quarentena – com direito a atividades e jogos coletivos para entreter as noites.

4. Música que faz bem. A Orquestra Sinfônica do Paraná convocou músicos para interpretar, a partir de suas casas, a composição Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro. Quem dá voz ao clássico é o ator e cantor Alexandre Nero, e o resultado é um vídeo que homenageia os profissionais de saúde. Outra gravação, regida pelo maestro Renato Misiuk, reuniu virtualmente vários tenores brasileiros, como Agnaldo Rayol, para cantar uma versão brasileira de Hallelujah, de Leonard Cohen. E por uma causa importante: incentivar doações para o Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico de Campinas que atende crianças com câncer.

5. Sem parar. Uma profissão fundamental para a cidade e para a saúde da população ganhou homenagem no último 30 de maio, quando é celebrado o Dia do Gari. Mais de duas toneladas de sorvete foram distribuídas para 27 mil profissionais de limpeza urbana que atuam em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A campanha, divulgada nas redes sociais com a #HeróisDasRuas, foi promovida pela marca Kibon.

6. Cozinha aberta. A Forneria San Paolo está entre os restaurantes paulistanos que decidiram apoiar a população mais vulnerável durante a crise. Desde abril, saem de sua cozinha, diariamente, 150 marmitas. De lá, elas são direcionadas à comunidade de Paraisópolis e também a um grupo chamado Arroz com Feijão, que mapeia bairros carentes de alimento e também faz a distribuição a pessoas em situação de rua, no centro da cidade. Desde abril, já foram entregues mais de 5.500 refeições. E a ação não tem data para acabar.

7. Atrás do balcão. Uma parceria entre a empresa Neo Química e a startup Oriente-me está oferecendo sessões de psicoterapia gratuitas, até o fim do ano, para farmacêuticos, auxiliares de farmácia e balconistas de todo o País. É uma forma de dar apoio àqueles que trabalham em drogarias, hospitais e clínicas durante a pandemia (para ter acesso, basta se cadastrar no site).

8. Cultura viva. O Instituto Brincante, que, há 28 anos, se dedica a difundir manifestações tradicionais brasileiras ligadas à dança e à música, faz campanha de arrecadação para garantir a continuidade do projeto em meio à crise. Para incentivar as doações, nas últimas semanas, a instituição publicou, em seu canal do YouTube, 40 aulas especiais gratuitas, de temas como maracatu, frevo, percussão e poesia popular. Para colaborar, basta acessar o site e contribuir com qualquer valor – mas é só até 17/6.

9. Novas ondas. Um locutor animado dá início ao programa de rádio: “Olá, pessoal; está um dia claro em Franklin, no Tennessee!”. Na sequência, ele põe para tocar hits da música country norte-americana. Por trás dos microfones está o aposentado Bob Coleman, de 88 anos, que grava tudo a partir de seu quarto, numa residência para idosos. Ele é um dos vários “novos DJs” surgidos durante a quarentena, que apresentam programas online na Radio Recliner. Sempre ao meio-dia, as sessões incluem até pedidos de ouvintes, que podem dedicar músicas a pessoas queridas. A ideia surgiu em uma empresa de marketing que tem entre seus clientes mais de 20 instituições do tipo espalhadas pelos Estados Unidos. As informações são de agências internacionais.

10. Em várias frentes. Hospitais públicos de Tocantins e Goiás acabam de receber novos equipamentos para suas Unidades de Terapia Intensiva: 42 monitores de UTI; 24 camas hospitalares; e seis monitores de triagem. A doação foi feita pela BRK Ambiental, que já repassou, no total, R$ 2 milhões para iniciativas ligadas ao combate da covid-19, como distribuição de máscaras e produtos de limpeza e higiene.

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