Andrew Cooper
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Zorro, tema de musical que estreia em SP, teve trajetória movimentada no cinema e TV

De Douglas Fairbanks a Banderas, passando por Alain Delon, em filmes de capa e espada e westerns, Zorro foi até ator pornô

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2019 | 03h00

Criado em 1919 pelo escritor Johnston McCulley, Zorro rapidamente popularizou-se e, nos anos 1920, sua marca – o Z formado por três golpes de espada –, chegou ao cinema através de uma aventura sob medida para Douglas Fairbanks, o grande astro de ação da época. Depois disso, o cavaleiro mascarado e de capa, naquele cavalo branco, nunca mais deixou de assombrar os poderosos e os políticos cruéis. Nos pulps, nas HQs, nos filmes para cinema e televisão, ele foi sempreo paladino em defesa dos oprimidos, vingador dos indefesos. McCulley situou suas aventuras na Califórnia sob o domínio mexicano, mas Hollywood com frequência o colocou na época em que a região era colônia da Coroa espanhola. Agora, Zorro é tema que musical que estreia em São Paulo no dia 2, com Bruno Fagundes, Marcos Mion e Letícia Spiller no elenco.

Alter-ego do aristocrata Don Diego de La Vega, Zorro tornou-se tanto personagem de westerns quanto de swashbuckler, o gênero capa e espada. O apelido, Zorro – raposa em espanhol –, deve-se ao fato de ser sempre mais espero (astuto) que seus inimigos. E, embora Fairbanks tenha sido o primeiro – com a chancela de Fred Niblo, um diretor de prestígio (fez o primeiro Ben-Hur) –, Zorro viveu muitas vidas na tela. Em 1940, Rouben Mamoulián, o gênio armênio de Hollywood, fez o suntuoso A Marca do Zorro, com Tyrone Power como o dândi Don Lope que virava o vingador, ás da esgrima, e Linda Darnell como a mocinha. O filme entrou para a história pelo visual apurado, pela trilha de Alfred Newman e pelo longuíssimo duelo do herói com o vilão Basil Rathbone.

Só para lembrar, o trio Mamoulián/Power/Darnell deu tão certo que, no ano seguinte, reuniu-se de novo para fazer Sangue e Areia, ainda mais suntuoso (e dessa vez em cores). Nos anos e décadas seguintes, Zorro foi parar na América do Sul na versão de Duccio Tessari com Alain Delon, virou herói pornô (com Douglas Frey) e teve até um irmão gay na paródia de Peter Medak, ambos os papéis criados por George Hamilton.

Por falar em gay, depois de interpretar tantos para Pedro Almodóvar, Antonio Banderas foi ser macho no cinemão, empunhando a espada de Zorro em duas belas aventuras turbinadas pela presença sexy de Caterina Zeta-Jones. Na TV, houve o Zorro da Disney, Guy Williams, e até uma versão brasileira, na Band, com Jardel Filho.

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