"Zatoichi", história de herói popular no Japão

Diretor conhecido por sintetizar violência com a ternura em filmes como Hana-Bi - Fogos de Artifício, e mesmo o anterior, Sonatine, que ia nessa direção, Takeshi Kitano é figura muito popular no Japão, onde o chamam de "beat" Kitano. Tem programas de TV, é um astro da mídia. Neste Zatoichi, ele resolve trabalhar sobre uma das figuras recorrentes do imaginário pop japonês, a do samurai cego. E o faz com grande sentido coreográfico, e outro tanto de bom humor. Em certo sentido, desconstrói o mito, o que pode ter contribuído para uma acolhida controversa ao filme. Sim, ele passou por Veneza, mas não teve a recepção que se esperava. Mas deve-se dar o desconto porque sempre se espera demais de Kitano. E a impressão deixada é que ele estava apenas se divertindo ao propor essa versão bem-humorada da fábula que já rendeu mais de 20 longas-metragens além das séries de TV. Nada, na sinopse, deixa adivinhar essa versão irônica. Aliás, ela parece até bem tradicional. O próprio Kitano é o Zatoichi e na história ele ajuda duas prostitutas que tiveram seus pais mortos por uma quadrilha de malfeitores. Há as cenas de combate e, claro, o duelo final, entre Zatoichi e um famoso espadachim (Tadanobu Asano), quase tão bom quanto ele.

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