Xuxa ataca de Indiana Jones em novo filme

Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida, que estréia hoje em salas de todo o Brasil, é o oitavo filme de Xuxa produzido por Diler Trindade. Nos sete anteriores, Xuxa obteve 20 milhões de espectadores - o que dá uma média de quase 3 milhões por filme. "Esperamos superar os dois milhões de espectadores atingidos no último filme, Xuxa em Abracadabra", comenta Trindade, produtor que não desgrudou da loira desde o sucesso de Super Xuxa Contra o Baixo Astral, em 1988. Xuxa visa, agora, talvez não aos baixinhos, mas à fatia infanto-juvenil, daí a ênfase na aventura. Você pode pensar num Indiana Jones, mas, até pelo título, a influência é o Allan Quatermain de A Cidade do Ouro Perdido, que já era um clone (pobre) do herói de Steven Spielberg. A mensagem do filme é a defesa da biodiversidade, com ataques à cobiça dos americanos em relação à Amazônia. Cheio de celebridades globais no elenco - como Paulo Vilhena, Juliana Knust, Marcos Pasquim e Luiz Carlos Tourinho - o filme conta a história de Bárbara (Xuxa), uma bióloga tímida que comanda uma turma a caminho de Igdrasil, cidade subterrânea e lendária, povoada por descendentes de vikings. O nome vem de uma mitologia nórdica, que significa "árvore da vida" e o filme, dizem os produtores, é inspirado na peça de Shakespeare, Sonhos de uma Noite de Verão. O que interessa mesmo é mostrar Bárbara enfrentando os desafios da natureza para chegar a tempo na cidade e salvar a vida de uma criança, que vem a ser a reencarnação de Blomma, uma deusa viking. Sobre críticas feitas aos seus filmes, ela rebate. "Se meus filmes são blockbusters porque são vistos por muita gente, então quero continuar fazendo isso. Não quero fazer filme elogiado (pela crítica) mas que ninguém queira rever", comenta a loira.

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