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Woody Allen vive cineasta cego em novo filme

Um personagem cego é uma idéia recorrente do cineasta, ator e roteirista Woody Allen. Há alguns anos ele tentou criar um cirurgião que perde a visão como protagonista de uma de suas comédias. Mais tarde, também vislumbrando efeitos cômicos, cogitou escrever o papel de um boxeador que desfere golpes sem enxergar. "Sempre me interessei pela cegueira como metáfora", explica Allen. "Um trabalho de arte nem sempre vem da clareza absoluta ou da sã consciência do artista. Em outras palavras, você precisa ser um pouco cego."Vestindo um suéter verde sobre camisa branca, calça de veludo cotelê bege e levemente afônico, Woody Allen falou com exclusividade com a reportagem do Estado sobre seu novo filme, Hollywood Ending, que estréia amanhã nos EUA e, pela primeira vez em sua carreira, fará parte do Festival de Cannes, abrindo o maior evento cinematográfico do mundo no dia 13. Nesse longa, Allen interpreta um diretor de Hollywood que filma uma superprodução sobre gângsteres orçada em US$ 60 milhões, mas sem enxergar um palmo à sua frente.Val Waxman, o diretor interpretado por Allen em Hollywood Ending, encontra-se no limbo, apesar de ter dois Oscars na estante. Esse ostracismo artístico tem uma razão: Waxman é daqueles cineastas irresponsáveis, que não conseguem terminar seus filmes. Sobram para ele apenas ofertas como comerciais e telefilmes. Ao voltar para Nova York depois de ter dirigido um comercial debaixo de uma monumental nevasca no Canadá, Waxman acumula outro desgosto: o telefilme a ele prometido foi parar nas mãos de Peter Bogdanovich, o diretor de A Última Sessão de Cinema. Mas Waxman tem uma outra proposta tentadora: dirigir o épico sobre gângsteres The City That never Sleeps (A Cidade Que nunca Dorme).

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