Brendan McDermid/Reuters
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Woody Allen processa a Amazon Studios por quebra de contrato

Cineasta pede indenização de ao menos 68 milhões de dólares, devido à recusa da companhia em distribuir o seu filme 'A Rainy Day in New York'

Jonathan Stempel, Reuters

08 de fevereiro de 2019 | 08h32

NOVA YORK (Reuters) - O diretor Woody Allen entrou com um processo contra a Amazon Studios nesta quinta-feira, 7, pedindo indenização de ao menos 68 milhões de dólares devido à recusa da companhia em distribuir o seu filme já concluído A Rainy Day in New York e à decisão de abandonar um acordo de produção e distribuição de quatro filmes.

Allen, de 83 anos, acusou a unidade da Amazon.com de quebra de contrato por desistir dos arranjos no último mês de junho, quando ressurgiu a acusação de que o diretor teria molestado sua filha adotada, Dylan Farrow, em 1992.

“A Amazon tem tentado justificar a sua ação se referindo a uma infundada alegação de 25 anos contra o sr. Allen, mas essa alegação já era bem conhecida da Amazon (e do público)”, antes de a companhia contratar Allen, diz o processo. “Ela não fornece um fundamento para a Amazon rescindir o contrato.”

A Amazon Studios não respondeu de imediato a pedidos por comentário.

Allen tem há muito negado a alegação de Dylan Farrow e de sua mãe, Mia Farrow, que apareceu em uma dezena de seus filmes e com quem o diretor manteve um relacionamento durante muitos anos. Allen não foi acusado oficialmente.

Recentemente, alguns atores e atrizes têm expressado arrependimento por terem participado de filmes de Allen depois que as acusações de Dylan Farrow ganharam nova atenção durante o movimento #MeToo, que começou no final de 2017.

“A Amazon não pode continuar fazendo negócios com o sr. Allen”, escreveu o conselheiro-geral associado da Amazon Studios, Ajay Patel, em um email no dia 19 de junho.

Seis dias depois, o advogado da Amazon Studios escreveu em email que “as renovadas alegações contra o sr. Allen, seus comentários controversos e a crescente recusa de importantes artistas em trabalharem ou serem associados a ele” fundamentaram a decisão da companhia.

Os advogados de Allen disseram que nenhum desses motivos justifica o cancelamento do contrato.

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