Wolf Maya estréia como diretor em 'Sexo com Amor?'

Com elenco global, filme conta histórias cheias de humor sobre casais em conflitos amorosos e sexuais

Fabrício Addêo Ramos, especial para o Estado,

08 Janeiro 2031 | 18h37

Assim como os diretores Jorge Fernando (Sexo, Amor e Traição, de 2004) e Miguel Falabella (Polaróides Urbanas, com estréia prevista para este mês), outro diretor vindo da TV experimenta o cinema pela primeira vez: Wolf Maya, com Sexo com Amor?, que entra em cartaz nesta sexta-feira, 1, em São Paulo, totalizando 120 cópias pelo País. São várias histórias paralelas sobre casais em conflitos, amorosos e sexuais. Um taxista (Eri Johnson) descobre a falta de desejo da mulher (Maria Clara Gueiros) no momento que uma sobrinha provocante passa uma semana em sua casa. Um executivo (Reynaldo Gianecchini) faz sexo com todas as mulheres à sua volta, menos com a mulher (Malu Mader) que está grávida. E um especialista em relacionamentos (José Wilker) apaixona-se pela professora do filho (Carolina Dieckman), pondo em risco seu longo casamento com uma tolerante mulher (Marília Gabriela).   Veja também: Trailer de 'Sexo com Amor?'    A produtora Total Entertainment mais uma vez aposta na fórmula de atores muito famosos e um roteiro adaptado de um filme estrangeiro de sucesso para alcançar bons resultados na bilheteria. A experiência anterior foi Sexo, Amor e Traição, adaptação de um roteiro mexicano. Desta vez, René Belmonte adaptou o roteiro chileno de Boris Quércia Martinic, chegando a um resultado que ela e o diretor acreditam ter o temperamento brasileiro. Nos dois casos, a Total tem parceria com a distribuidora Fox Filmes. Como de praxe, o filme foi estudado para garantir bom lançamento junto ao público, mas seus realizadores foram além. A produtora-executiva Walkíria Barbosa diz ser o primeiro filme no Brasil cujo roteiro foi testado antes das filmagens. Um artifício que pretende colocar a platéia no patamar de consumidores exigentes de produtos audiovisuais.   Essa visão mais técnica e preocupada com marketing é menos observada nas declarações do elenco e do diretor. "Gosto de lembrar do prazer que tive com a produção, a descontração e união da equipe", comenta Maya. Para ele, escolher os atores entre amigos mais íntimos foi fundamental para levar seu trabalho para o cinema, seu grande sonho. E revela que se preparou há algum tempo, através de momentos no qual explorou a linguagem cinematográfica em trabalhos feitos na TV.   Os atores confirmam o clima de amizade. Durante a coletiva de imprensa, Reynaldo Gianecchini se desmanchou em elogios a Malu Mader, provocando risos ao chamá-la de "musa de sua geração", título que todos os atores seguidamente requerem, o que deixou a atriz corada. E Maria Clara Gueiros agradeceu a liberdade que Maya deu a ela e Eri Johnson para improvisar durante as filmagens. Por sua vez, José Wilker se disse impressionado com o lado humano que descobriu de Carolina Dieckman durante as filmagens. Wilker se destaca no elenco por ser o ator com mais carreira no cinema. "Trata-se de uma das atividades que mais me dão prazer, mesmo que tenha de enfrentar as distâncias das locações, os horários inconvenientes de filmagens e a demora normal da realização de um filme no Brasil", observa. Por isso, define o cinema como algo "longe, cedo e demorado", mas por isso, também, um caminho único no qual o ator pode aprender a profissão intensamente.   Trabalhos com direção e com atuações de profissionais tão identificados com a TV como Sexo com Amor? costumam gerar críticas negativas. Muitos acreditam que o produto final se assemelha às novelas e seriados, com a desvantagem do pequeno tempo para desenvolver as histórias e personagens no cinema. Reclamam da contaminação da linguagem cinematográfica pela televisiva na direção e atuações.   Antecipando-se a essas críticas, a equipe rebate. Wilker pergunta-se por que Guel Arraes (A Grande Família) é muito elogiado ao levar elementos do cinema para a TV e, quando o contrário acontece, geralmente é mal recebido. Por sua vez, Walkíria entende que, ao se falar em dramaturgia, o que deve ser mais valorizado é o processo criativo e não a pureza da linguagem. "Daí o mérito do método de trabalho de Maya, que possibilitou à produção enxergar com clareza como o filme seria ainda na pré produção."

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