Will Smith volta para salvar a humanidade dos robôs

Will Smith vai salvar o mundo pela quarta vez. Depois de Independence Day e dos dois Homens de Preto, em que enfrentou E.T.s variados, agora ele vai ter uma tarefa mais complicada ainda, em Eu, Robô, filme baseado na história de Isaac Asimov (1920-1992), que estréia no mês que vem no EUA e em agosto no Brasil. Dirigido por Alex Proyas, é um dos grandes trunfos da Fox para a briga pelas bilheterias do verão nos Estados Unidos. E realiza um dos sonhos mais acalentados pelos fãs de ficção científica, o de ver o conto de Asimov, que é o marco maior do tema dos robôs no gênero, ser filmado após várias tentativas, uma delas contando com um brilhante roteiro do especialista Harlan Ellison.Afinal, em certo ponto da vida, daria para desconfiar que Isaac Asimov era um robô. Ninguém escreveu tanto sobre eles, geralmente histórias em que eles eram vistos como o eletrodoméstico dos nossos sonhos. Mas é verdade que nenhum robô usaria aquelas suíças de Asimov. Muito menos os que o filme mostra, cuja multiplicidade é assustadora. Eu, Robô, publicado em 1950, acontece no ano 2035, quando os robôs se tornaram tão comuns quanto os celulares hoje. Como descendentes mais sofisticados da Rosinha de Os Jetsons, eles se ocuparam de todos os trabalhos que os humanos não querem ou não podem fazer. De certa maneira, a humanidade fica dependente do trabalho dos seres mecânicos, mais ou menos como ocorre hoje com os computadores.Nesse cenário, a humanidade tem uma defesa. Os robôs, fabricados com uma liga de irídio por empresas globalizadas, têm incrustadas, nos seus cérebros positrônicos, três leis. Segundo Asimov, seriam: 1. Um robô não pode ferir um ser humano nem, por sua omissão, permitir que um ser humano seja ferido; 2. Um robô deve obedecer as ordens dadas pelos seres humanos, a não ser que essas ordens violem a Primeira Lei; 3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em contradição com a Primeira e a Segunda Leis. Tudo parece correr muito bem nesse melhor dos mundos possíveis quando um brilhante cientista chamado Miles Hogemiller é encontrado morto, supostamente devido a um suicídio. Um detetive da polícia de Chicago, Del Spooner (Smith), não engole a história e acha que o cientista foi assassinado e... por um robô, Sonny, que teria na sua cabeça metálica o melhor cérebro jamais construído. Acontece que, para isso, a Primeira Lei teria sido violada, o que certamente colocaria a humanidade à mercê dos robôs.

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