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Will Smith volta às telas como sobrevivente de guerra biológica

'Eu Sou a Lenda' mostra o mundo sendo atingido por vírus mortal somente um homem (Smith), é imune à doença

ANSA,

07 de novembro de 2029 | 15h15

Will Smith volta à ficção científica, gênero que o levou à fama com Independence Day (1996) e que, de tempos em tempos, traz a sua carreira sucessos como MIB - Homens de Preto (1997) e Eu, Robô (2004). Dessa vez, no entanto, o roteiro não tem o tom irônico dos outros filmes, e o futuro encontrado por Smith é sombrio e apocalíptico. O filme é Eu Sou a Lenda, com lançamento previsto para 14 de dezembro nos Estados Unidos e 4 de janeiro de 2008 no Brasil, e é a terceira versão baseado no romance homônimo de Richard Matheson. O longa mostra o mundo sendo atingido por um vírus mortal criado em laboratório e somente um homem, interpretado por Smith, é imune à doença e tem a tarefa de salvar sua vida e de todo planeta. A primeira adaptação era um daqueles filmes B italianos que fizeram com que Quentin Tarantino se apaixonasse pelo cinema. Ubaldo Ragona filmou na Itália, em 1964, Mortos que Matam, que tinha no elenco Vincent Price e Giacomo Rossi-Stuart (pai de Kim Rossi-Stuart, importante ator italiano). Um segundo filme foi produzido nos Estados Unidos em 1971, com o título de A Última Esperança da Terra e Charlton Heston como protagonista. Esta terceira produção teve uma gestação muito longa: há cerca de dez anos, o projeto deveria ter tido como protagonista Arnold Schwarzenegger e como diretor Ridley Scott, mas foi abandonado por falta de verbas. Com a decisão de retomar o projeto, Will Smith foi escolhido como protagonista, dirigido por Francis Lawrence, diretor de Constantine (2005), com Keanu Reeves. Segundo Will Smith, porém, Eu sou a Lenda não tem nada a ver com os filmes anteriores porque nasceu de premissas diferentes e posteriores, como os medos contemporâneos nascidos após o 11 de setembro.  "Decidi há cinco anos que não faria mais filmes que não falassem claramente das coisas nas quais acredito, e este filme reflete essa minha decisão", comenta o ator, acrescentando que quem for ao cinema esperando ver um filme de ação terá a surpresa de se encontrar diante de algo mais profundo.  "É uma mensagem que fala de humanidade. Esse filme fala da morte e de como nós, seres humanos, nos confrontamos com ela. A primeira vez que li o roteiro, fiquei fascinado pelas implicações psicológicas da trama. Meu personagem encontra-se sozinho sobre a terra combatendo esta guerra biológica que gera vampiros, e o faz com toda a obstinação possível, apesar da solidão que sente", explica Smith. Na primeira parte do filme, quando o personagem Robert Neville ainda não está completamente sozinho, aparece em cena Willow Smith, segunda filha do ator, que interpreta a filha de Neville, Marley. Dentro de si, quando tem que se bater contra sua enorme solidão, Neville faz uma promessa à filha: derrotará o monstro. Esta promessa torna-se sua missão. Smith adora levar seus filhos ao set. No ano passado, no filme de Gabriele Muccino, À Procura da Felicidade, que lhe valeu a segunda indicação ao Oscar (a primeira ocorreu por ocasião de Ali), Smith trabalhou ao lado do filho Jaden. "Minha mulher [Jada Pinkett Smith] e eu somos atores. Atuar, fazer espetáculos é o que gostamos de fazer. Desde que nasceram, nossos filhos estão em um set ou em um ônibus de turnê. Então, esse mundo faz parte da vida deles. Atuar com meus filhos é fácil, tudo vem muito mais naturalmente. Quando nos olhamos nos olhos, não há necessidade de fingir nenhum sentimento", afirma Smith.

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