Will Smith divulga 'Eu sou a Lenda' no Brasil

Ator recebe jornalistas no hotel Copacabana Palace, no Rio, e comenta filme no qual atua com Alice Braga

Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo,

08 de janeiro de 2014 | 15h43

"Nada de carnaval desta vez. Da outra vez que estive no Brasil, eu quase tive problemas porque me empolguei demais com a festa e as caipirinhas", brincou o ator Will Smith na tarde desta segunda-feira, 14, quando conversava com a imprensa brasileira no hotel Copacabana Palace. O astro está no País para o lançamento de seu mais novo filme, Eu Sou A Lenda, e, como já era esperado justificou a fama de um dos mais bem-humorados atores de Hollywood.  Veja também:Trailer de 'Eu sou a Lenda'   Dirigido por Francis Lawrence (que estreou no longa-metragem com Constantine), Eu Sou a Lenda é uma adaptação do romance de Richard Matheson e conta a história de Robert Neville, um cientista do exército norte-americano que pensa ser o último sobrevivente depois que Nova York (e a Terra) é assolada por um vírus mutante que transforma seres humanos em quase feras vampirescas que são hipersensíveis à luz e se arrastam pela escuridão à procura de presas humanas ou não.  Neville, por alguma razão, é imune ao tal vírus (que havia sido manipulado em laboratório para se transformar na cura do câncer e acabou se revelando um agente letal). Ele sabe que a cura da doença criada pelo próprio homem está em seu sangue e, apesar de achar que está sozinho no planeta, insiste em perseguir a cura para a doença. Sozinho em Nova York, tendo apenas a cadela Sam como companhia, ele desenvolve uma dura rotina de trabalho e pesquisa. Além do treinamento exaustivo, de sair só de casa só durante o dia e criar armadilhas para capturar os zumbis para testar os antídotos que desenvolve, Neville tem Manhattan (que foi isolada do mundo) só para ele. Mas está sozinho. Ou quase. Ele é a lenda. O tal homem que pode salvar a humanidade que sobreviveu ao desastre da total destruição. Por acaso este homem é negro.  Não seria uma opção politicamente interessante escalar um ator negro para encarar a última esperança de salvar a humanidade de seus próprios exageros e uma latina para representar a esperança neste drama? "Sabe que não pensamos nisso quando o projeto surgiu. Escolhemos Will porque ele era o melhor ator para o papel. Ele sempre está em filmes que envolvem estes temas de esperança, luta pela sobrevivência e por uma humanização em vez de uma simples evolução tecnológica", respondeu o diretor quando indagado sobre a escolha do elenco."Alice Braga, por exemplo, não foi escolhida porque é uma atriz latina e porque queríamos incluir um latino no elenco. Simplesmente ela foi a nossa única opção também desde sempre. Ela passa a idéia de uma candura e uma autenticidade que é perfeita para seu papel", completou Smith.  Apesar de não cair no samba da Sapucaí desta vez, Smith e sua trupe (que inclui também o roteirista Akiva Goldsman, vencedor do Oscar por Uma Mente Brilhante) aproveitaram as atrações já tradicionais do Rio. "Ontem fomos jantar numa pizzaria e fomos a um bar muito tradicional (o Cervantes, em Copacabana). Além disso, jantamos com a família da Alice (a atriz não esteve presente no lançamento do filme, pois está no Canadá concluindo as filmagens de Repossession Mambo, seu novo longa, em que contracena com Jude Law e Forest Whitaker)", contou Smith, que na noite desta segunda participa da pré-estréia do filme no Cine Odeon, no centro da cidade. Em seguida, a programação turística prevê um jantar na churrascaria Porcão e uma festa no Rio Scenarium, mais precisamente no alto do Pão de Açúcar.  A repórter viajou ao Rio a convite da Warner.

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