"Whisky" exibe revitalização do cinema uruguaio

O longa Whisky, de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, ganhou prêmios nos festivais de Cannes e Gramado e estréia hoje na cidade. É um filme sobre gente de meia-idade feito por jovens. No Uruguai, fez grande sucesso e tem sido requisitado para vários eventos internacionais. Bom para o cinema uruguaio e para o cinema latino. Whisky conta a história do dono de uma fábrica de meias. Ele é judeu. Sua mãe morreu. Quando o irmão anuncia que vem visitá-lo, o protagonista decide que precisa de uma mulher. Como não tem nenhuma em vista, pede a uma funcionária da fábrica que assuma a função. E começa o filme, baseado nessa relação de aparência. Stoll e Rebella criaram um filme humano e divertido, que surpreende pela justeza de certas cenas - a mecânica de funcionamento da fábrica, por exemplo. É difícil fazer aquilo sem ficar chato. O título não vem da bebida, propriamente dita, mas do fato de que whisky é a expressão que os uruguaios usam na hora de tirar fotos, porque ela implica, automaticamente, um sorriso.

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