Richard Shotwell/Invision/AP
Richard Shotwell/Invision/AP

Weinstein renuncia a posto no conselho de administração do próprio estúdio

O produtor tem sido alvo de denúncias de agressão sexual desde o começo de outubro

EFE, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 19h19

O produtor Harvey Weinstein, envolvido em um escândalo de agressões sexuais contra atrizes e modelos, renunciou nesta terça-feira a seu posto no conselho de administração de seu estúdio de cinema, The Weinstein Company.

Weinstein foi demitido no último dia 8 da copresidência do conselho de administração da empresa que fundou junto com o irmão, Bob, mas até agora continuava na direção, segundo a revista "Variety".

O conselho se reuniu hoje em Nova York para ratificar a saída de Weinstein, que ainda possui 23% da companhia, e debater uma possível venda da mesma, de acordo com o portal "The Hollywood Reporter".

The Weinstein Company vive agora a possibilidade de uma batalha legal com o ex-presidente, que alega que sua demissão foi ilegal e a atribuiu a tensões entre os diretores do conselho restante e Bob Weinstein em torno da possível venda do estúdio.

No começo de outubro, reportagens do jornal "The New York Times" e da revista "The New Yorker" revelaram o escândalo protagonizado por Harvey, também cofundador da produtora Miramax e cujo histórico de abusos sexuais chegaria a décadas.

Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino, Ashley Judd, Lea Seydoux e Asia Argento são algumas das mulheres que denunciaram publicamente o produtor por comportamentos inadequados ou agressões sexuais.

A polêmica sacudiu Hollywood, onde, nos últimos dias, dezenas de celebridades se pronunciaram sobre suas experiências de abusos.

Ontem, um dos membros do conselho de administração da The Weinstein Company, Tarak Ben Ammar, disse que o estúdio tinha chegado a um acordo preliminar com o fundo de investimentos americano Colony Capital e estava negociando sua venda.

Entretanto, na sexta-feira Bob Weinstein tinha desmentido essa possibilidade. "Nossos bancos, sócios e acionistas estão apoiando completamente a nossa companhia, e é falso que a companhia ou a direção estejam avaliando uma venda ou um fechamento", declarou o cofundador em um comunicado.

 

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