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WarnerMedia e Disney ameaçam não gravar mais na Geórgia se lei anti-aborto entrar em vigor

Empresas se unem à Netflix, que anunciou reconsiderar 'investimento total' no estado americano

Christopher Palmeri and Lucas Shaw, Washington Post

30 de maio de 2019 | 15h35

A WarnerMedia – dona da HBO, CNN e  estúdio Warner Bros – anunciou nesta quinta-feira que vai reconsiderar filmar futuras produções no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, se a lei uma lei que restringe o aborto for aprovada.  

A posição fez coro às declarações do diretor executivo da Disney, Bob Iger, que afirmou à Reuters na quarta-feira que seria “muito difícil” manter a produção cinematográfica no estado se a proibição do aborto fosse mantida. “Eu acho que muitas pessoas que trabalham para nós não vão querer trabalhar na Geórgia, e nós teremos que respeitar suas posições”, afirmou.  "Agora estamos observando tudo com muito cuidado." 

A Netflix havia anunciado no início da semana que reconsideraria seu investimento total na Geórgia, onde filmou Stranger Things e Ozark, se a lei sobrevivesse aos impedimentos legais. “Temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, que terão seus direitos severamente restringidos por essa lei”, disse o diretor de conteúdo da plataforma, Ted Sarandos, na terça-feira. 

A Geórgia oferece incentivos financeiros generosos para incentivar a produção de filmes e programas de TV no estado e se tornou um centro popular no audiovisual. A Disney filmou vários de seus maiores sucessos recentes por lá, incluindo Vingadores: Ultimato e Pantera Negra. A Turner Broadcasting, da WarnerMedia, fica em Atlanta, a maior cidade da Geórgia. 

Em discussão, a lei proibiria o aborto quando o médico pudesse detectar um batimento cardíaco fetal – o que costuma acontecer perto da sexta semana de gravidez. Em resposta à lei, a Associação Cinematográfica dos Estados Unidos apontou que legislação semelhante foi contestada em outros estados. "O resultado na Geórgia também será determinado através do processo legal", disse a organização. "Continuaremos a monitorar os desenvolvimentos".

 

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