Warner Bros ameaça demitir por causa da greve de roteiristas

Greve iniciada em novembro causou o cancelamento do Globo de Ouro e ameaça a cerimônia do Oscar

Efe,

08 de janeiro de 2010 | 00h59

O estúdio Warner Bros, que pertence ao grupo Time Warner, avisou nesta quarta-feira, 9, a cerca de mil trabalhadores que em breve haverá um número ainda indeterminado de demissões, por causa da greve de roteiristas de cinema e televisão nos Estados Unidos. Os avisos foram enviados porque, em determinadas circunstâncias, a lei exige que o empregador notifique os trabalhadores sobre mudanças de elenco, explicou a Warner Bros em comunicado. "Devido à greve do Sindicato de Roteiristas Americanos (WGA, sigla em inglês) algumas divisões dos estúdios terão que despedir empregados. Lamentamos o impacto na vida de nossos trabalhadores e esperamos que eles possam voltar a seus postos quando o WGA encerrar a greve", afirmou a companhia. A greve dos roteiristas começou no dia 5 de novembro e está causando grandes estragos à indústria de televisão e cinema nos EUA. As perdas são milionárias, com projetos inacabados, séries interrompidas durante semanas e quedas de audiência devastadoras. Na entrega dos prêmios People Choice Awards, na terça-feira, a audiência caiu 5,3 milhões de telespectadores em comparação com a edição do ano anterior, ficou em 6 milhões. A rede NBC cancelou há dois dias a cerimônia do prêmio Globo de Ouro, devido ao boicote de muitos atores e candidatos aos prêmios, em apoio à greve dos roteiristas. Segundo a imprensa americana, a NBC já estaria oferecendo a alguns anunciantes a devolução de dinheiro por causa do cancelamento da cerimônia, que normalmente gera cerca de US$ 20 milhões em venda de anúncios. A greve dos roteiristas também ameaça a festa do Oscar, dia 24 de fevereiro.

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