Vin Diesel está de volta no papel de Riddick

A Batalha de Riddick, o novo filme de Vin Diesel que estréia hoje, é o supra-sumo do cinemão de Hollywood ? muitos efeitos, muito movimento, muita música. Os fãs de videoclipes vão amar. Os demais espectadores lá pelo meio vão se aborrecer mortalmente, pedindo um pouco de silêncio. Dá saudade de Yoda em O Império Contra-Ataca, que virou depois Star Wars Episódio... Quanto? 5? Yoda ficava pendurado naquele galho, naquele planeta condenado, convencido de que se pode mover o universo só com a força da imaginação.A vertente aberta por Guerra nas Estrelas virou dominante em Hollywood, mas hoje os diretores e roteiristas não confiam mais nessa força da imaginação. Nada mais pode ficar em branco para ser preenchido de forma criativa pelo espectador. O que se espera dele é que compre refrigerante, um saco de pipoca ? de preferência bem grande ?, e se sente para ser soterrado pelo excesso de informações visuais e sonoras, mesmo que, a rigor, elas não digam muita coisa (ou não digam nada). A Batalha de Riddické isso, mas também é o tipo do programa que até o cinéfilo de carteirinha deve ver, para entender como funciona atualmente o cinemão.Riddick retoma o personagem que o próprio Vin Diesel interpretou em outro filme do diretor e roteirista David Twohy, Eclipse Mortal. Passa-se no futuro, quando o Lorde Supremo estende a dominação sobre todos os planetas, à frente do seu exército de necromontes. São guerreiros que sofreram uma forma particular de lavagem cerebral. A lenda anuncia que vai surgir um guerreiro para derrotar o Lorde Supremo. É claro que será Riddick. Eclipse Mortal foi feito com pequeno orçamento e arrebentou na bilheteria, ajudando a construir a persona de Vin Diesel como astro de ação. A seqüência teve, agora, muito dinheiro. Os efeitos multiplicaram-se e o recurso de colocar lentes prateadas em Vin Diesel funciona, já que o olhar dele não tem expressão mesmo.

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