Vídeo mostra emoção de José Saramago após assistir 'Blindness'

Após a estréia no Festival de Cannes, diretor Fernando Meirelles exibiu o filme para o escritor em Lisboa

Da Redação,

08 de maio de 2026 | 16h49

José Saramago, escritor português Prêmio Nobel de Literatura, se emocionou ao assistir em Lisboa a adaptação de seu livro Ensaio Sobre a Cegueira feita pelo brasileiro Fernando Meirelles para o cinema. Blindness abriu o Festival Internacional de Cinema em Cannes, no dia 14, foi muito aplaudido, mas causou controvérsia entre os críticos.   Veja também: Saramago assiste 'Blindness' com Meirelles  Veja comentários no blog do Merten    Após a estréia, Meirelles exibiu o filme para Saramago, em Lisboa. Blindness é protagonizado pelo ator mexicano Gael García Bernal e pelos norte-americanos Julianne Moore, Mark Ruffalo e Danny Glover.   O crítico do Estado, Luiz Carlos Merten, comentou a sessão em seu blog sobre Cannes:   "Havia pedido a Fernando Meirelles que me desse notícias sobre a exibição de Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira) para o escritor José Saramago, autor do livro, em Lisboa. Abri há pouco meus e-mails e encontrei o relato do Fernando sobre o que ocorreu. Ele me disse que na internet já vazou como foi a sessão, mas acho que Fernando, generoso como sempre, no vai ficar brabo comigo - perdoem-me o gauchês - se eu repassar para vocês uma partezinha do seu e-mail. Retirei tudo o que havia de mais pessoal, como comentários que ele me faz, e me centro no fato, tal como o viveu. Vamos lá:   'O resumo da história; que apesar de ter feito uma projeção muito escura e com um som ruim, ao acabar a sessão o Saramago estava muito emocionado e nós dois ficamos nos esforçando para não chorarmos juntos. Ele enxugou uma lágrima e eu num impulso beijei-lhe a testa. Foi muito emocionante. Com a voz embargada ele me disse que ao acabar de assistir ao filme se sentia tão feliz quanto no dia em que terminou de escrever Ensaio Sobre a Cegueira. Não precisava ouvir mais nada, mas perguntei sua opinião sobre alguns cortes que eu quero fazer na locução. Ele me pediu para o mexer em nada. Disse que o filme está muito preciso, nada falta e não existem excessos ou pompa. Ele gostou da economia do filme, especialmente na cena final. Simples, sem tentar criar momentos espetaculares ou recursos para acentuar a emoção', escreveu Meirelles.

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