'Viagem ao Centro da Terra' aposta no 3D digital

Filme, baseado no livro de Júlio Verne, traz dinossauros, plantas carnívoras e rochas flutuantes

Neusa Barbosa, da Reuters,

08 de julho de 2010 | 14h54

Reciclar a famosa história de Júlio Verne, escrita em 1864, é a proposta por trás da aventura Viagem ao Centro da Terra, de Eric Brevig. O filme entra em circuito nacional nesta sexta-feira, 11, com 216 cópias, sendo 157 dubladas.  Veja também:Trailer de 'Viagem ao Centro da Terra'  A exibição em 3D será limitada a nove salas especiais, sendo quatro em São Paulo, duas no interior paulista, duas no Rio de Janeiro e uma em Florianópolis. Filmado entre o Canadá e a Islândia, com um orçamento de US$ 45 milhões, Viagem ao Centro da Terra registra como principais atrações um dinossauro T-Rex, plantas carnívoras, piranhas voadoras, cavernas abissais e rochas flutuantes. Tudo isso parece se prestar mais ao desenvolvimento do espetáculo 3D, em que todos esses elementos parecem saltar da tela e tocar o rosto do espectador. Ainda que, em certos momentos, fique claro que a tecnologia requer alguns aperfeiçoamentos. Há cenas em que a imagem fica um tanto chapada, com algumas distorções que nem os novos óculos 3D conseguem resolver. Para trazer a história de Verne aos dias atuais, se cria a história do geólogo Trevor Anderson (Brendan Fraser, de A Múmia), que parte em busca do irmão sumido há dez anos, Max (Jean-Michel Paré). Investigando movimentos sísmicos, Trevor leva consigo a guia islandesa Hannah (Anita Briem) e seu próprio sobrinho, Sean (Josh Henderson), que veio passar uns tempos com ele. Sean, aliás, é filho de Max. A relação tio-sobrinho vem do livro original, que tinha como protagonistas o geólogo alemão Otto Lindenbrook e o sobrinho Axel. A Islândia também fazia parte do cenário de Verne, como a porta do centro da terra. No livro, porém, o guia da expedição era homem. O detalhe foi mudado para reforçar o elemento romântico do filme. O roteiro se ajusta bem ao rótulo de "filme para toda a família". O herói dá conta de um lado paternal, em relação ao sobrinho. O garoto encara bem a posição de meio atrapalhado, meio rebelde. A mocinha, bonita e carismática, dá conta do papel de heroína enérgica. Se a idéia é rir sem compromisso, a história dá conta do recado. Há, em tudo isso, certo charme nostálgico, contando, porém, com a ferramenta do 3D digital, a nova febre que está lotando as salas de cinema norte-americanas, um sucesso que se pretende repetir aqui.

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