Ver de novo valeu a pena

Para eleger os melhores da cidade, a equipe do Guia esmiuçou 46 cinemas, muitas vezes assistindo aos mesmos filmes

08 Fevereiro 2024 | 15h02

Muda muito a cada ano? Claro. O tempo todo salas de cinemas abrem, fecham ou são reformuladas. E há sempre novidades para alimentar os debates em torno do mercado exibidor, como as projeções digitais e as poltronas numeradas discutidas nos anos anteriores. É por isso que, pelo quarto ano seguido, o Guia faz uma avaliação completa do circuito paulistano. Apontamos melhorias, constatamos falhas e descobrimos tendências que farão a diferença na hora de pegar um cineminha. Não existe época mais propícia para isso do que a temporada pré-Oscar. Nas últimas semanas, não paramos nem diante da possibilidade da cerimônia da Academia ser cancelada por causa da greve dos roteiristas de Hollywood. De Interlagos ao Itaim Paulista, cruzamos São Paulo para avaliar os 46 cinemas da cidade. É o mesmo número da última edição. Mas isso não significa que os cinemas são os mesmos. Em 2007, assistimos ao fim de cinemas populares como o Itaquera e o Multicine Fiesta. O Marabá, último sobrevivente dos clássicos do Centro, fechou as portas para, finalmente, passar pela alardeada reforma. A Sala UOL mudou de patrocinador, passou por uma repaginação e virou IG Cine. Logo depois, o Lumière, que andava meio largado, ganhou uma faxina e foi rebatizado exatamente como Cine UOL Lumière. A onda das salas customizadas também chegou ao shopping Morumbi, com o Cine TAM. Aliás, novas salas mesmo só em shoppings, como já era esperado. A Playarte abriu um novo complexo, nos moldes do Bristol, no Plaza Sul. E a Cinemark, que já tinha um cinema no shopping Metrô Tatuapé, abriu outro no recém-inaugurado vizinho, o shopping Metrô Boulevard Tatuapé. E o ano também marcou a entrada do grupo espanhol Cine Box em São Paulo, com a abertura de oito salas no shopping Metrô Itaquera. Com tudo isso, o número total de salas comerciais da cidade subiu de 244 para 255. E olha que ainda tivemos os fechamentos de dois cinemas da Haway, no West Plaza e no Paulista. Por enquanto, estes movimentados shoppings contam apenas com duas salas da Playarte cada um. Mas a Cinemark já anuncia sua chegada ao lado da concorrente (conheça estes e outros projetos na pág. 16). OS CRITÉRIOS Para chegar aos vencedores, passamos o mês no escurinho e comemos muita pipoca. A idéia era novamente avaliar o cinema como um cliente qualquer, sem nos identificarmos. Bilheteria, foyer, bonbonnière, sala, poltrona, atendimento, tudo foi minuciosamente checado. E nosso critério do que é mais conveniente para o espectador pesou bastante. Decidimos, por exemplo, que bilheterias com vidro e aqueles horríveis microfones dificultam a comunicação. E que filas individuais para cada guichê fluem melhor. Salas de espera espaçosas e confortáveis e variedade de comidinhas na bonbonnière também fizeram a diferença. E até pequenas idéias - como separar o porta-copo do braço da poltrona - contaram pontos. Você não imaginava que uma simples ida ao cinema envolvesse tantos detalhes, imaginava?

Mais conteúdo sobre:
Salas de cinema

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.