Stefano Rellandini/Reuters
Stefano Rellandini/Reuters

Veneza sediará primeiro festival de cinema da era covid

As temperaturas serão verificadas, todos os segundos assentos nos cinemas serão deixados vazios e até críticos de cinema credenciados terão que reservar seus assentos com antecedência

Redação, Reuters

28 de julho de 2020 | 19h31

MILÃO - Menos estrelas da lista A sairão de festas ao longo da lagoa para serem abordadas por paparazzi em barcos. Mas os organizadores do Festival de Cinema de Veneza deste ano estão prometendo muitos filmes - em telas reais diante do público- pela primeira vez desde que a pandemia paralisou o showbiz.

Mais de 50 países participarão do que pretende ser o primeiro grande festival de cinema de forma presencial da era covid, de 2 a 12 de setembro.

“Salvamos o coração do festival”, disse o diretor do festival, Alberto Barbera, que apresentou a programação em uma entrevista coletiva ao vivo.



As temperaturas serão verificadas, todos os segundos assentos nos cinemas serão deixados vazios e até críticos de cinema credenciados terão que reservar seus assentos com antecedência. O número de filmes foi reduzido, afirmou Barbera, mas “não muito”.

A programação principal do prêmio Leão de Ouro de melhor filme incluirá 18 títulos, em comparação com 21 no ano passado. Apenas duas são produções de estúdio dos Estados Unidos: Nomadland, um drama da diretora chinesa baseada nos EUA Chloé Zhao estrelado por Frances McDormand, e The World To Come, com Casey Affleck.

Eles competirão contra obras de Amos Gitai, de Israel, e Andrei Konchalovsky, da Rússia, e quatro filmes italianos, incluindo Notturno, de Gianfranco Rosi, sobre o conflito sírio.

Os títulos fora da competição incluem The Duke, uma comédia policial do diretor de Notting Hill, Roger Michell, estrelado por Helen Mirren, e Greta, um retrato documental da ativista climática sueca Greta Thunberg.

“Não temos orgulho de sermos os primeiros. Gostaríamos que todos os festivais acontecessem e essa situação não tivesse ocorrido”, disse Roberto Cicutto, presidente da Bienal que dirige o festival. “Mas estamos satisfeitos com o que conseguimos organizar.”

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