'Valsa com Bashir' é favorito entre os filmes estrangeiros

Oscar de melhor filme estrangeiro deve ficar com animação israelense; Brasil perdeu chance de 5.ª indicação

EFE,

22 de fevereiro de 2009 | 06h07

O desenho animado Valsa com Bashir, que traz a visão do diretor Ari Folman sobre a invasão israelense ao Líbano em 1982, é o grande favorito à estatueta de Melhor Filme em Língua Estrangeira na 81.ª edição do Oscar, que acontece neste domingo no Teatro Kodak, de Los Angeles. A animação tem como principais concorrentes o longa-metragem alemão sobre terrorismo Der Baader Meinhof Komplex e Entre os Muros da Escola, o francês que conquistou a Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes.   Após conquistar a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, o francês Entre os Muros da Escola procura confirmar na Meca do cinema mundial a boa trajetória na Europa. O sétimo longa-metragem de Laurent Cantet (A Agenda, de 2001, e Recursos Humanos, de 1999) conta os desafios de um professor de uma escola de ensino médio da periferia de Paris, interpretado por François Bégaudeau, autor do livro que deu origem ao filme.   Japão   Dirigido por Yojiro Takita, Okuribito (Departures ou Partidas, em tradução livre) já passou por inúmeros festivais asiáticos, e seu maior reconhecimento em eventos ocidentais veio com a conquista do Grande Prêmio das Américas no Festival de Cinema de Montreal. O longa conta a história de Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), um violoncelista que fica desempregado e decide deixar Tóquio e voltar à sua cidade natal com a mulher, Mika (Ryoko Hirosue). Ao procurar um novo emprego, ele se depara com uma proposta de uma empresa de partidas, a qual acredita ser uma agência de turismo. Na verdade, o violoncelista descobre que o local é uma funerária que se dedica a preparar os mortos para sua viagem final: a cremação.   Alemanha Ocidental   Em Der Baader Meinhof Komplex, Martina Gedeck, protagonista do premiado A Vida dos Outros (2006), faz o papel de Ulrike Meinhof, uma famosa terrorista dos anos 70, enquanto Moritz Bleibtreu, de Munique, interpreta o ativista Andreas Baader.   Uma das produções mais caras da história do cinema alemão, este filme procura desfazer, não sem uma pitada de polêmica, o mito dos terroristas da Baader-Meinhof, ou Facção Exército Vermelho (RAF, em alemão), que atuou por quase três décadas na Alemanha Ocidental.   Israel   Pouco mais de um mês após a ofensiva militar contra o movimento islâmico Hamas que deixou mais de 1,4 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza, Israel concorre ao Oscar com o longa-metragem Valsa com Bashir, que usa a animação para contar a história de outro conflito israelense, desta vez no Líbano, em 1982.   O filme gira em torno dos esforços do protagonista, que também é o diretor da produção, Ari Folman, para reencontrar as lembranças perdidas durante sua participação como soldado na invasão do Líbano de 1982 e no massacre ocorrido nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila. Valsa com Bashir concorreu à Palma de Ouro em Cannes e conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira.   Áustria   País busca 2º Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A indicação de Revanche, de Götz Spielmann, ao Oscar foi praticamente uma surpresa, já que o longa-metragem austríaco passou quase despercebido desde sua estreia, em maio do ano passado.   O filme conta a história de um ex-condenado, Alex (Johannes Krisch), que trabalha para uma rede de prostituição e se apaixona por uma garota de programa, Tamara (Irina Potapenko).   Com ela, o ex-detento elabora um plano envolvendo um assalto a banco e a posterior fuga, em uma trama que termina em uma tragédia que alimenta o desejo de vingança do protagonista. Revanche conta ainda com a desvantagem de, na última edição do Oscar, outra produção austríaca, Os Falsários, ter conquistado a primeira estatueta do país na categoria.   Brasil   O Brasil acabou ficando de fora da competição pelo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, após concorrer a uma vaga com Última Parada 174, de Bruno Barreto.   Até agora, o país já disputou quatro vezes o prêmio, a primeira delas com o longa-metragem O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte.   Apenas três décadas depois o Brasil voltou a ter uma produção indicada na categoria, com O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1996.   No ano seguinte, foi a vez de O Que é Isso Companheiro?, de Bruno Barreto, enquanto em 1999 Central do Brasil, de Walter Salles, foi indicado a Melhor Filme em Língua Estrangeira e a Melhor Atriz, com Fernanda Montenegro.   Já em 2004, Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, disputou o Oscar nas categorias Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição, mas não levou nenhuma estatueta.

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