Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Vale tudo para fugir das filas

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Felipe Branco Cruz, Jornal da Tarde

27 de outubro de 2009 | 12h10

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que entra hoje em seu quinto dia, atrai gente disposta a tudo para ir ao cinema com mais tranquilidade. Ontem, o JT foi para a porta das salas do Espaço Unibanco e do Cine Sesc, ambas na Rua Augusta, para conhecer esses frequentadores que sabem como fugir das filas.

 

A estudante Livia Melzi, 24 anos, ‘matou’ aula para ir ao evento. Já seu amigo, o músico João Camareiro, 20, organizou a agenda para assistir às sessões matinais. “Vamos assistir a Almas Alemãs, mas nem sabemos do que se trata. O horário da manhã é melhor porque não tem filas”, diz Livia. Ela conta que, no ano passado, ao final da sessão do documentário Anabazys, sobre Glauber Rocha, um homem se levantou e, com um megafone, começou a ofender o cineasta, morto em 1981. “Coisas assim só na Mostra.”

 

O servidor público Nilton Pereira Junior, 45, tirou férias para ir ao evento e pegar as melhores sessões. Até ontem, ele já tinha assistido a 18 filmes. Sua meta é chegar aos 90. “Acompanho o festival há 30 anos. Só perdi as primeiras edições.” Para o aeronauta Osório Paiva, 47, é mais fácil. Como trabalha no sistema de escalas, aproveita os dias livres para ir ao cinema. “Não dá para ficar na fila sem ter certeza de que vai ver o filme. Prefiro assistir àqueles que não vão entrar no circuito comercial.”

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