Richard Shotwell/Invision/AP
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Uma Thurman completa 45 anos de bons papéis e ativismo

Atriz apoia o controle civil de armas e participou da Marcha Pela Vida das Mulheres; veja as atuações mais emblemáticas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 15h45

Assim como o nome de seu ex-marido, Ethan Hawke, é sempre ligado ao do diretor e roteirista Richard Linklater – pela trilogia ‘Antes’ do Amanhecer, do Por do Sol, da Meia-Noite e por Boyhood –, o de Uma Thurman também é indissociável do de Quentin Tarantino, que lhe ofereceu, talvez, os papéis emblemáticos de sua carreira em Pulp Fiction/Tempo de Violência e Kill Bill. Aquela noiva com o sabre na mão, pronta para matar, virou uma fantasia no imaginário do público. Uma imagem letal do desejo.

Uma Thurman completa 45 anos nesta quarta-feira – nasceu em 29 de abril de 1970 em Boston, Massachusetts. O que pouca gente sabe é que se chama Uma Karuna e é filha de uma modelo famosa (Nena von Schlebrügge) e de um professor da Universidade Columbia convertido ao budismo (Robert Thurman). Seu nome é derivado de Dbuma Chenpo, uma divindade tibetana. Só como curiosidade, vale acrescentar que a mãe, Nina, foi brevemente casada com Timothy Leary – sim, o guru do LSD – antes de conhecer Robert. Uma cresceu em Nova York e era considerada uma garota esquisita. Sempre foi muito alta, tinha pés e mãos grandes. Morria de complexo, mas aí participou de uma encenação de As Bruxas de Salem, de Arthur Miller, na escola – fazia Abigail. Descobriu sua vocação.

Ela já namorou o diretor Phil Joanou, o ator Gary Oldman e o financista Arpad Busson. Foi casada com Ethan Hawke, pai de seus filhos Maya Ray e Levon Roan. Ela tem mais uma filha, Rosalind Arkadina, de sua união (já encerrada) com Busson. Seu primeiro grande papel foi como a deusa Vênus (aparecia nua) em As Aventuras do Barão Munchausen, de Terry Gillian. Logo em seguida veio a adaptação do romance epistolar de Choderlos de Laclos Relações Perigosas por Stephen Frears. Uma dividia a cena com Michelle Pfeiffer – que por sinal, faz, também hoje, 57 anos. Infelizmente, o primeiro filme 100% protagonizado por ela (em 1993) foi também o pior do diretor Gus Van Sant, o que atravancou um pouco sua carreira – Até As Vaqueiras Ficam Tristes.

A Lady Marian de Robin Hood, a Hera Venenosa de Batman & Robin – Uma fez filmes de autor, blockbusters. Tarantino disse que ela é sua eterna musa. Correm rumores de que foi algo mais, mas ele foi sempre vago – em 2004, chegou a declarar “Não estou dizendo que temos (um caso), mas também que não temos”. Indicada por diversos prêmios no cinema e na TV, venceu o Globo de Ouro de melhor atriz de minissérie e o Gotham Award por Hysterical Blindness

Ela também ficou em 99º lugar na lista das Top 100 das estrelas de cinema pela revista Empire Magazine, em 21.º na lista das Top 100 de 2005 pela Maxim Magazine, em 67.º na lista das 100 mulheres mais sexys do mundo pela FHM Magazine em 2005 e ficou em 59.º na mesma lista, em 2006. Mundanidades à parte, Uma é uma progressista que já contribuiu com as campanhas de John Kerry e Hillary Clinton. Apoia o controle civil de armas e participou da Marcha Pela Vida das Mulheres, em defesa do aborto. Pacifista, também participou do Concerto do Prêmio Nobel da Paz na Noruega, em 2007 – acompanhada pelo amigo Kevin Spacey.

Kill Bill - Vol. 1 (2003):

Batman e Robin (1997):

Pulp Fiction (1994):

As Aventuras Do Barão Munchausen (1989):

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