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Um Wolverine humano

Diretor James Mangold prefere drama pessoal do personagem a trama sobre ‘fim do mundo’

Tonica Chagas - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2013 | 19h03

Há uma característica comum entre o ator Hugh Jackman e o diretor norte-americano James Mangold: ambos gostam de fazer filmes completamente diferentes uns dos outros. Os dois trabalharam juntos pela primeira vez na comédia romântica Kate & Leopold, em 2001, e voltaram a se reunir em Wolverine – Imortal, atualmente em cartaz no País. Para Jackman, o personagem já é um velho conhecido, mas o novo capítulo da história do homem com garras de metal é o primeiro filme de ação que Mangold dirige.

Sentindo-se incapaz de “ganhar a corrida armamentista” travada pelas produções cinematográficas com super-heróis, ele preferiu colocar as câmeras sobre o lado humano de Wolverine.

Nascido em 1963, em Nova York, Mangold lembra como eram raros os episódios em que o mundo estivesse prestes a acabar nos gibis que leu até lá pelos seus 20 anos. Como a computação gráfica permite que se faça qualquer coisa, “o que acontece quando transportam as histórias dos gibis para o cinema é que elas se tornam mais espetaculares do que as originais”, diz ele.

“A escalada de planetas que explodem, a criação de novos heróis ou vilões diabólicos querendo destruir os Estados Unidos, a Europa ou o planeta todo se expande cada vez mais, mas não é possível destruir mais do que a galáxia”, avalia Mangold.

Mesmo considerando alguns desses filmes excelentes, ele afirma que não são tipo de longa que faria. Por isso, preferiu recuar e procurar formas de, por exemplo, fazer lutas mais tensas entre os personagens. James Mangold queria que a plateia se envolvesse nessa história de Wolverine no Japão não por se sentir em perigo, mas porque isso ocorre com os personagens na tela e com as pessoas de que gostam.

Mesmo nos quadrinhos, observa o diretor, o personagem de Wolverine é construído em torno da personalidade dele, “uma espécie de misantropo, alguém incapaz de se conectar”. Conta que, desde que a Fox o chamou para esse trabalho e ele leu o roteiro pela primeira vez, pensou em começar a história depois de Wolverine ter sofrido uma grande perda e situá-la num tempo posterior ao dos filmes já feitos com o personagem. “Ele não está se escondendo da humanidade porque não gosta mais dela, mas porque não quer ferir mais ninguém”, explica.

Dirigir um drama como Garota, Interrompida (1999), uma biografia como a do cantor e compositor Johnny Cash em Johnny & June (2005), ou um faroeste como Os Indomáveis (2007), não é muito diferente para Mangold. “Alguns diretores ficam presos a um gênero pelos próprios temores, outros porque são marcados pela indústria ou ainda pela imprensa, que os rotulam”, analisa o também produtor, roteirista e ator.

“Cineastas que me inspiram, como Howard Hawks, Sidney Lumet, Sydney Pollack, Roman Polanski, Mike Nichols e mesmo Steven Spielberg, que não tem o crédito que merece por ser tão versátil quanto é, fizeram muitos longas de gêneros diferentes”, lembra Mangold. “Não me ponho no nível deles, mas quero continuar aprendendo e melhorando enquanto o mundo me permitir fazer trabalhos diferentes.” E ele completa: “Se for dirigir outro filme de ação, quero ter certeza de que seja diferente deste”, acrescenta.

WOLVERINE – IMORTAL

Título original: Wolverine.

Direção: James Mangold.

Gênero: Ação (EUA/2013, 126 min.)

Classificação: 14 anos.

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