Um "´Doce Lar" nem tão doce assim

É o típico filme em que a estrela é maior do que tudo que se vê na tela. Reese Witherspoon visivelmente é uma atriz cujo talento ultrapassa os limites da comediazinha romântica Doce Lar. Colocaram-na no papel de Melanie Carmichael, uma estilista quente de Nova York, que, na noite da estréia da sua coleção, é levada para a Tiffany´s pelo namorado (que é o filho do prefeito) a fim de ouvir uma proposta de casamento. A cena é divertida, pois a pergunta do noivo é feita entre montes de caixas e um cortejo do sorridente pessoal da loja. Ela enrubesce quando diz sim e ganha um anel de diamante que poderia pagar a dívida externa de alguns países. Mas logo depois, para realizar seus sonhos na cidade grande, Melanie está buscando o divórcio de um casamento passado e vai para o lugar onde tentará escapar do panaca com quem casou um dia. Ou seja, sua cidade natal, no fundão do Alabama. O lugar chama Pigeon Creek e é daquele jeito: umas bandeiras do Sul na Guerra Civil, uma significativa ausência de pessoas negras, brancos folclóricos que ouvem country o tempo todo. A idéia de humor do filme é soltar uma estilista sofisticada de Manhattan na cidadezinha provinciana onde ela nasceu e onde jurou certa vez amor eterno ao garoto da casa vizinha. Logo ela está detestando tudo em Pigeon Creek e, como se não bastasse, está atrás do marido para que ele assine os papéis de divórcio. Enquanto isso, ela vai exercitando seu melhor olhar de desdém para a família e amigos reencontrados. Como, por exemplo, o que reserva para uma amiga de infância que lhe pergunta, ao saber que ela é estilista em Nova York, se conhece a ex-pantera Jaclyn Smith (que virou estilista de - que pecado! - uma rede de supermercados nada chique). A gente sabe, desde o começo, que Melanie e seu ex (Josh Lucas) vão acabar juntos. Não que eles tenham muito em comum a não ser uma coisa com vidro, que vale a pena ver na tela. Chegar até o desenlace do caso não é um grande esforço, mas também não é um caminho dos mais suaves. O filme acerta às vezes, sobretudo quando fica brincando com esnobismos variados, como o dos americanos nortistas contra sulistas e o dos nova-iorquinos contra o resto do Universo. Mas, de qualquer forma, Doce Lar fica bem aquém de Reese Witherspoon. É o típico filme em que a estrela é maior do que tudo que se vê na tela. Reese Witherspoon visivelmente é uma atriz cujo talento ultrapassa os limites da comediazinha romântica ´Doce Lar´. Colocaram-na no papel de Melanie Carmichael, uma estilista quente de Nova York, que, na noite da estréia da sua coleção, é levada para a Tiffany´s pelo namorado (que é o filho do prefeito) a fim de ouvir uma proposta de casamento. A cena é divertida, pois a pergunta do noivo é feita entre montes de caixas e um cortejo do sorridente pessoal da loja. Ela enrubesce quando diz sim e ganha um anel de diamante que poderia pagar a dívida externa de alguns países. Mas logo depois, para realizar seus sonhos na cidade grande, Melanie está buscando o divórcio de um casamento passado e vai para o lugar onde tentará escapar do panaca com quem casou um dia. Ou seja, sua cidade natal, no fundão do Alabama. O lugar chama Pigeon Creek e é daquele jeito: umas bandeiras do Sul na Guerra Civil, uma significativa ausência de pessoas negras, brancos folclóricos que ouvem country o tempo todo. A idéia de humor do filme é soltar uma estilista sofisticada de Manhattan na cidadezinha provinciana onde ela nasceu e onde jurou certa vez amor eterno ao garoto da casa vizinha. Logo ela está detestando tudo em Pigeon Creek e, como se não bastasse, está atrás do marido para que ele assine os papéis de divórcio. Enquanto isso, ela vai exercitando seu melhor olhar de desdém para a família e amigos reencontrados. Como, por exemplo, o que reserva para uma amiga de infância que lhe pergunta, ao saber que ela é estilista em Nova York, se conhece a ex-pantera Jaclyn Smith (que virou estilista de - que pecado! - uma rede de supermercados nada chique). A gente sabe, desde o começo, que Melanie e seu ex (Josh Lucas) vão acabar juntos. Não que eles tenham muito em comum a não ser uma coisa com vidro, que vale a pena ver na tela. Chegar até o desenlace do caso não é um grande esforço, mas também não é um caminho dos mais suaves. O filme acerta às vezes, sobretudo quando fica brincando com esnobismos variados, como o dos americanos nortistas contra sulistas e o dos nova-iorquinos contra o resto do Universo. Mas, de qualquer forma, ´Doce Lar´ fica bem aquém de Reese Witherspoon.

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