Rachel Tanugi/Divulgação
Rachel Tanugi/Divulgação

'Um Casal Inseparável' tem química perfeita entre Nathalia Dill e Marcos Veras

Uma semana após entrar em cartaz nos cinemas, filme de Sérgio Goldenberg estreia no Telecine neste sábado, 18

Luiz Carlos Merten , Especial para o Estadão

18 de setembro de 2021 | 15h00

Quem é o casal inseparável do título – o formado pela dupla de atores Marcos Veras e Nathalia Dill que, por sinal, surpreende e encanta pela química perfeita, ou o que reúne o diretor e roteirista Sérgio Goldenberg e o também roteirista George Moura? Há quase dez anos, esses dois têm sido parceiros na TV. Um Casal Inseparável marca uma série de novidades para ambos. É a estreia de Gold na direção e a de Moura na comédia. Tendo estreado nos cinemas na quinta, 8, o filme ficou uma semana em cartaz nas salas. No sábado, 18, terá sessão no Telecine Premium às 22h e no domingo, 19, no Pipoca, às 20h. A partir de 18, estará no Telecine Play.

Na estreia de Onde Está Meu Coração?, Gold deu entrevista ao Estadão contando a origem do projeto. Um jovem aparentemente apessoado, com boas roupas, mas descalço e visivelmente transtornado sob o efeito de drogas, que ele viu na rua, numa manhã, foi o ponto de partida. Gold ligou para o amigo Moura para comentar e foi ali que nasceu a ideia da série produzida pelo núcleo de José Luiz Villamarim, na Globo. Um mineiro, Villa, outro pernambucano, Moura, descobriram e desenvolveram afinidades. Moura escreveu o roteiro de Redemoinho e o do próximo longa de Villa, Crônica da Casa Assassinada, baseado em Lúcio Cardoso. 

Agregou-se o carioca, Gold. A série Onde Nascem os Fortes se passa no sertão. Onde Está Meu Coração?, em São Paulo, às vezes em áreas podres da metrópole. A par de ser sua primeira comédia, Casal também é a primeira criação de Moura a se passar inteiramente no Rio. Praia, mar. E Gold? Já que ele se inspira na realidade, de onde veio, dessa vez, o ponto de partida? “O filme é baseado num casal de amigos meus, mas eles não sabem. Sou naturalmente observador, e essa dupla tornou-se muito interessante para mim. São competitivos, ela mais à frente, agressiva, ele, mais recuado, prudente. Estou muito curioso para saber se vão se reconhecer, e como vão reagir.” Nos blockbusters de comédia que têm fornecido grandes sucessos de bilheteria ao cinema brasileiro, os roteiros, via de regra, são formatados para astros e estrelas. O falecido Paulo Gustavo, Monica Martelli, Ingrid Guimarães. Os roteiristas escrevem o diálogo para a embocadura deles. 

“No nosso caso é diferente”, esclarece Moura. “A gente cria personagens.” Nesse caso, a ideia era criar o arco em torno da história de um casal. “Como as pessoas se conhecem, apaixonam, como se juntam, como o desgaste da relação pode separá-las e como, e quando, é possível recomeçar”, ele acrescenta. O arco completo. A história ainda não estava pronta, e Gold, até porque ia dirigir, já estava pensando no elenco. “O primeiro nome que surgiu foi o do Veras. No começo do Encontro com Fátima Bernardes, Veras tinha um quadro semanal e o Gold escrevia o texto”, conta Moura. “Ele (Gold) começou a pensar no Veras para o papel. A Nathalia veio na sequência.” 

Formam um casal em quem se pode acreditar. Ela é professora de esporte de praia; ele, um médico pediatra. Casam-se, e um certo episódio – olha o spoiler – faz com que Natália desconfie da fidelidade do marido. Surge um personagem que tem sido frequente nas comédias brasileiras – o amigo, que, em geral, é gay, mas nesse caso, outra novidade, não é. Carlos Bonow é quem interpreta. E não se pode esquecer dos pais de Nathalia. “Com Totia Meireles e Stepan Nercessian, não tem erro. Por mais bem escrita que a cena seja, você pode ter certeza de que eles vão improvisar, e somar.” 

Filmado no fim de 2019, Um Casal Inseparável foi atropelado pela pandemia. Ficou pronto em maio/junho deste ano. Num mercado que ainda está sendo refratário ao cinema, surgiu o interesse do Telecine e o formato híbrido de lançamento. “É um filme que eu acredito que, em circunstâncias normais, teria chance nas salas, mas no atual momento fica difícil fazer previsões. O que tenho certeza é que estamos entregando um divertimento inteligente e bem feito”, diz o diretor. 

Gold e Moura conversaram pelo telefone com a reportagem do Estadão. Na coletiva de lançamento, anunciaram o novo trabalho para a Globo. De volta ao sertão. Guerreiros do Sol inspira-se nos amores de Lampião e Maria Bonita, um projeto caro a Moura. Escrever roteiros é uma atividade solitária. Filmar é muito mais participativo, mas o filme não tem a pressão industrial de novelas e séries. Gold - “Gosto de elaborar e de ter tempo para pensar, com atores e técnicos. Não deixo de ser autor, se reconhecer que o cinema é uma criação coletiva.” Ah, sim, a trilha. Como no Clint, Cry Macho, que celebra Eydie Gormé e Trio Los Panchos – Sabor a Mí -, Casal previa desde o papel um Martinho da Vila, Disritmia. “É um clássico do rompimento amoroso”, avalia Gold. 

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