'Última Parada 174' é escolhido para disputar Oscar 2009

Filme de Bruno Barreto vai concorrer à indicação da Academia para categoria de Melhor Filme Estrangeiro

Da Redação, com Roberta Pennafort, do Estado de S. Paulo,

08 de setembro de 2016 | 14h41

O Ministério da Cultura anunciou nesta terça-feira, 16, que o filme Última Parada -174, de Bruno Barreto, foi a produção brasileira escolhida para representar o País na disputa pelas indicações de Melhor Filme em Língua Estrangeira na 81.ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences - Oscar 2009.  Veja também:Trailer de 'Última Parada - 174', de Bruno Barreto  Blog do Merten: Deu Bruno...   A cerimônia de entrega da 81.ª edição do Oscar acontecerá em 22 de fevereiro de 2009, no teatro Kodak, em Los Angeles, e os indicados de todas as categorias serão anunciados em 22 de janeiro. Mais de 90 filmes estarão concorrendo a uma indicação para a categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, e desses, apenas cinco serão elegidos pelos profissionais da Academia. Última Parada -174 é um filme de ficção baseado na história real de um sobrevivente de uma chacina no Rio de Janeiro que anos mais tarde seqüestra um ônibus. A história foi contada no documentário 174, de José Padilha. O filme foi eleito por uma comissão composta por seis profissionais da área audiovisual - Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cleber Eduardo Miranda dos Santos, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida - e presidida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, que fez o anúncio. A lista com 14 filmes candidatos a representar o Brasil foi divulgada em 9 de setembro. Última Parada -174 concorria com A Casa de Alice, de Chico Teixera; A Via Láctea, dirigido por Lina Chamie; Chega de Saudade, dirigido por Laís Bodanski; Era Uma Vez, de Breno Silveira; Estômago, de Marcos Jorge; Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima; Mutum, dirigido por Sandra Kogut; Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro; Olho de Boi, de Hermano Penna; Onde andará Dulce Veiga?, dirigido por Guilherme de Almeida Prado; O Passado, de Hector Babenco; Os Desafinados, dirigido por Walter Lima Júnior e O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli. Enquete realizada pelo estadao.com.br aponta Meu nome não é Johnny como o preferido pelos internautas para representar o Brasil no Oscar. O filme recebeu com 38.68% dos votos. Em segundo lugar ficou Os Desafinados, com 12.07% dos votos, seguido por Estômago com 9.42%. O resto do ranking foi composto por Chega de Saudade (6.45%), Última Parada 174 (5.62%), O Passado (4.96%), A Casa de Alice (4.79%), Era Uma Vez, de Breno Silveira (4.3%), Nossa Vida Não Cabe Num Opala, de Reinaldo Pinheiro (3.8%), O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli (3.47%), Mutum, de Sandra Kogut (3.31%), A Via Láctea, de Lina Chamie (1.16%), e empatados em último lugar ficaram Olho de Boi, de Hermano Penna (0.99%), e Onde andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado. Barreto Última Parada 174 é um filme sobre o seqüestro do ônibus da linha 174 no bairro do Jardim Botânico, que abalou todo o Brasil, ao ser transmitido ao vivo durante horas pela televisão. Um rapaz manteve uma moça como refém, com um revólver apontado para a sua cabeça. Durante o seqüestro uma multidão de curiosos cercou o ônibus, ao lado da imprensa, da polícia e dos atiradores de elite. O seqüestrador, Sandro do Nascimento, era um menino de rua sobrevivente da "Chacina da Candelária", nome como ficou conhecido o assassinado de oito menores, quando policiais atiraram contra dezenas deles enquanto dormiam diante da Igreja da Candelária, em 1993. A história do seqüestro do ônibus 174 já foi contada no cinema em 2002, no filme Ônibus 174 de José Padilha, que depois dirigiria Tropa de Elite. O filme Última Parada 174 de Bruno Barreto foi visto por poucos. Sua estréia mundial ocorreu no festival de Toronto, no Canadá, no início do mês. Foi exibido sem alarde em uma sala de cinema de Jundiaí, em São Paulo, para cumprir uma das exigências do Ministério da Cultura para que o filme entrasse na disputa para representar o Brasil no Oscar. Entra em cartaz nos cinemas brasileiros em 24 de outubro. Bruno Barreto é um dos diretores de cinema de sucesso no Brasil. Já teve um filme entre os cinco indicados a melhor filme estrangeiro do Oscar, O Que é Isso Companheiro?, baseado na obra de Fernando Gabeira, em 1997. Nessa época ele já era o renomado diretor de Dona Flor e seus Dois Maridos (1978), adaptação do romance de Jorge Amado que, além de sucesso mundial, rendeu uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro de todos os tempos. Adaptou do mesmo autor Gabriela Cravo e Canela, com o nome de Gabriela (1982), que tem Sonia Braga e Marcello Mastroianni nos papéis principais. Assina vários outros filmes nacionais importantes como A Estrela Sobe, O Beijo Roubado, baseado em romance de Nelson Rodrigues, Bossa Nova, entre outros. Barreto é casado com Amy Irving, ex-mulher de Steven Spielberg, e é filho de Luis Carlos Barreto e Lucy Barreto, dois dos maiores produtores de cinema do País. 

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