Tsotsi enche presidente da África do Sul de esperança

Tsotsi, do diretor Gavin Hood, eleito o melhor filme estrangeiro do Oscar, encheu a África do Sul de orgulho. Foi a primeira vez que uma produção nacional ganhou o prêmio."Quero felicitar Gavin Hood, os atores e toda a equipe por esta grande conquista. Vocês fizeram com que todos se sentissem orgulhosos desta nação", declarou publicamente, hoje, o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki. Thabo definiu Tsotsi como "uma história de pobreza, desilusão e sofrimento que, através de um destino de esperança, e graças a uma moral profunda, conseguiu alcançar um futuro melhor".O ministro de Arte e Cultura, Pallo Jordan, admitiu que se sentia orgulhoso, assim como todos os seus compatriotas. "O filme revelou ao mundo, e aos Estados Unidos em particular, que a produção cinematográfica sul-africana tem potencial para acompanhar todas as outras produções internacionais", expressou Pallo.Membros da equipe de realização e produção de Tsotsi, junto a admiradores do filme, se reuniram nesta madrugada em um hotel de Johannesburgo para ver na televisão como Tsotsi se convertia na primeira produção sul-africana que levou uma estatueta. Gavin Hood escreveu e dirigiu o filme a um custo de US$3 milhões. Tsotsi é a história de um bandido que é levado a uma jornada de redenção pessoal - mas não longe de tiroteios, roubos de carro e assassinatos.O filme é baseado no romance do escritor teatral Athol Fugard, escrito em 1950, sobre a falta de humanidade na época da segregação racial, o apartheid, na vida dos negros sul-africanos.Gavin atualizou a história de Fugard, transformando o personagem principal em um menino que ficou órfão por causa do vírus HIV, e reflete assim, no filme, um dos principais problemas da sociedade sul-africana.No ano passado, um outro filme sul-africano competiu na categoria melhor filme estrangeiro, no Oscar. Foi Yesterday, também uma história profunda que relata a batalha diária de uma mulher infecctada pela aids. "Tenhamos a esperança de que o êxito de Tsotsi irá favorecer o crescimento da produção local de filmes, séries de televisão e obras de teatro, o que gerará empregos", disse o porta-voz do Congresso sul-africano de União do Comércio.

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