Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Trump declarou em 2015 que Meryl Streep era uma excelente atriz

Em entrevista a revista Hollywood Reporter, na época em que era candidato à presidência da Casa Branca, o republicano elogiou o trabalho e a pessoa da atriz

Amilton Pinheiro e Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2017 | 11h53

Quando estava em campanha à presidência da Casa Branca, em agosto de 2015, o então candidato republicano Donald Trump disse numa entrevista à revista Hollywood Reporter que “Julia Roberts é fantástica, e muitas outras. Meryl Streep é excelente; ela é uma boa pessoa também. O problema é que se citar três, quatro ou cinco, as centenas (atrizes) que eu conheço vão se sentir insultadas e essa não é minha intenção”.

Bem diferente das declarações que fez na sua conta do Twitter, logo depois que ficou sabendo das duras críticas que à atriz Meryl Streep fez a ele no Globo de Ouro no domingo, 8, quando recebeu o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da carreira. “Meryl Streep, uma das atrizes mais superestimadas em Hollywood, não me conhece, mas me atacou ontem à noite no Globo de Ouro. Ela adora Hillary, que perdeu de lavada”.

A atriz subiu ao palco da cerimônia do Globo de Ouro para receber seu prêmio e sem citar o nome de Trump criticou sua politica de imigração e a visão que ele tem do que é ser americano nos Estados Unidos. “O que é Hollywood se não um monte de pessoas de outros países?”. E citou os atores que estavam concorrendo naquela noite e que tinham nascido fora do solo norte-americano, como Ryan Gosling, que nasceu no Canadá e Natalie Portman, nascida em Jerusalém. “Se deportássemos os estrangeiros, estaríamos só vendo futebol e artes marciais (MMA). E isso não é arte”.

Mas a parte do discurso da atriz que mais o incomodou foi quando ela lembrou que Trump tinha imitado debochadamente de um repórter, Serge Kovaleski do The New York Times, portador de uma doença congênita. Ela falou que um homem público não pode humilhar uma pessoa porque permitiria que outras também o façam. “Pela centéssima vez, eu nunca zombei um repórter com deficiência, nunca faria isso, mas simplesmente mostrei para ele que ele mudou completamente uma história de 16 anos para me prejudicar”, se defendeu ele. (O Estado de S. Paulo e Agências Internacionais)

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