EFE
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Tribunal polonês adia julgamento de extradição de Polanski

Cineasta foi condenado nos EUA em 1977 por manter relações sexuais com uma jovem de 13 anos

Wojciech Zurawski, Reuters

22 Maio 2015 | 16h28

Um tribunal polonês adiou nesta sexta-feira, 22, para meados de setembro a audiência para decidir se extradita ou não o cineasta Roman Polanski para os Estados Unidos, por conta de uma condenação de 1977 por abuso sexual de uma menor de idade.

Polanski, que mora na França, está na Polônia fazendo um filme, mas não compareceu à corte de Cracóvia nesta sexta-feira e foi representado por advogados. O juiz Dariusz Mazur disse que a Polônia solicitou maiores informações das autoridades norte-americanas até 8 de agosto.

Polanski se declarou culpado de fazer sexo com uma garota de 13 anos durante uma sessão de fotos em Los Angeles regada a champanhe e drogas em 1977.

Ele passou 42 dias na prisão como parte de uma pena de 90 dias que recebeu graças a um acordo de admissão de culpa. O diretor fugiu dos EUA no ano seguinte, acreditando que o juiz a cargo de seu caso poderia anular o acordo e o manter preso durante anos.

Em 2009, Polanski foi preso na cidade suíça de Zurique com um mandato de prisão dos EUA e colocado em prisão domiciliar. Ele foi libertado em 2010, depois que as autoridades suíças decidiram não extraditá-lo.

Agora com 81 anos, o cineasta, que tem cidadania polonesa e francesa, é visto por muitos poloneses como uma das grandes personalidades culturais ainda vivas do país. Aclamado internacionalmente por filmes como Chinatown e O Pianista, Polanski está rodando um filme em sua terra natal sobre o caso Dreyfus, um escândalo político que abalou a França mais de um século atrás.

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