Nathaniel Wood/The New York Times
Nathaniel Wood/The New York Times

Tribunal australiano confirma indenização recorde para Geoffrey Rush por difamação

Valor de 2,9 milhões de dólares australianos leva em consideração a perda de renda que o caso provocou ao ator, que foi acusado de assédio sexual pela atriz atriz Eryn Jean Norvill

Redação, AFP

02 de julho de 2020 | 07h37

Um tribunal australiano confirmou nesta quinta-feira que o Daily Telegraph, um tabloide de Sydney, terá que pagar ao ator australiano Geoffrey Rush a quantia recorde de 2,9 milhões de dólares australianos (US$ 2,03 milhões) por um caso de difamação.

O Daily Telegraph, que pertence ao grupo News Corp, do empresário Rupert Murdoch, publicou em sua primeira página em uma edição de 2017 que a Sydney Theatre Company havia recebido uma queixa da atriz Eryn Jean Norvill, que acusava Rush de toques inapropriados durante uma produção de King Lear.

Um juiz de Sydney considerou em abril de 2019 que o jornal havia publicado um "artigo sensacionalista, imprudente e irresponsável".

O magistrado Michael Wigney afirmou, ao ler o artigo, pessoas razoáveis concluíram que o ator era um "perverso", com base em informações em sua maioria não contestadas.

Geoffrey Rush, que venceu o Oscar em 1997 por Shine - Brilhante e um Emmy em 2017 por Genius, obteve no julgamento a decisão para que o Daily Telegraph pague 2,9 milhões de dólares australianos, uma quantia que leva em consideração a perda de renda que o caso provocou ao ator.

O jornal The Age afirma esta é a maior indenização já definida para uma pessoa na Austrália.

 

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