'Tranformers 4' tem momentos eletrizantes

Longa estreia tomando conta de boa parte das salas de cinema

Luiz Carlos Merten, Rio - O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2014 | 10h51

É o País das generalizações. Sociólogos de araque condenam a paixão do brasileiro pelo futebol e dizem que o País, trocando as mãos pelos pés, ou colocando nos pés a sua identidade, desenha para si mesmo um futuro limitado. Ah, por que não adotamos o beisebol? Nossa vida seria outra... Críticos de araque também sentenciam que Michael Bay faz filmes - Transformers 4/A Era da Extinção - para adultos com alma de moleque. O primeiro terço é eletrizante, incluindo toda a cena em que Optimus Prime reencontra os Autobots que se esconderam em Monument Valley, um território sagrado do cinema, onde John Ford filmou seu grandes westerns. Michael Bay está no Brasil com parte de seu elenco, Nicola Peltz e Jack Reynor. Ele mostrou o filme quarta-feira, 16, à noite no Lagoon, o complexo de cinemas cuja área de alimentação dá vista para um dos cenários de cartão postal do Rio. 'It's a gorgeous city', é uma linda cidade, disse, e acrescentou que fez questão de incluir o Rio na turnê mundial de lançamento de Transformers 4. Ele já esteve aqui lançando Transformers 3 – O Lado Escuro da Lua.

Nicola é filha de bilionário e faz cinema pela diversão. Michael Bay exibiu-a à plateia da sala 4 do Lagoon como um raro troféu. "Não é deslumbrante?", perguntou, enquanto rodopiava a garota, que é um assombro na tela, mas ao vivo é meio 'reta'. Magrinha, não tem seios nem bumbum, mais para top model do que para estrela voluptuosa. Bay anunciou que Transformers inicia uma nova trilogia da série. Cerca de 4 mil pessoas participaram do processo para fazer o filme. "É muita gente", ele disse. Nos EUA, Transformers 4 teve a maior abertura do ano. No Brasil, a partir desta quinta, 17, estreia com cerca de metade do circuito. OK, é demais. Tudo é over em Michael Bay, até, ou principalmente, essa ocupação maciça do mercado. A nova trilogia muda o foco. Sai Shia Labeouf, o adolescente da primeira série, e entra Mark Wahlberg como Code Yager. Inventor de bugigangas - daí o lado moleque -, ele é pai de Nicola e se preocupa tanto com a sorte de Optimus Prime - que inicia o filme como um velho caminhão estacionado no interior de um cinema - quanto com a filhona. Para ele um eterno bebê, ela arranjou um namorado piloto - Duane.

Ao apresentar o garanhão, Michael Bay teve sua maior surpresa da noite. Depois de rodopiar a bela Nicola, ele pediu aplausos para Reynor. A ovação foi maior. "Gostoso!", veio o grito da plateia. "What did he say", O que ele disse? "Hot!", foi a tradução. E foi voz de homem, perguntou Bay? A diversidade deu o tom da pré-estreia, que lotou as salas do complexo e terminou com outra ovação - para o diretor, mas ele não estava mais no Lagoon.

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