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'Toy Story': A discussão passa agora pelos excluídos deste mundo

Todo o filme é a história do esforço de Woody para proteger Garfinho, pois ele sabe que, assim procedendo, protege Bonnie

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 06h00

Tem gente, críticos inclusive, reclamando e sentindo falta dos antigos personagens da série Toy Story no quarto exemplar, que está em cartaz no Brasil. É ignorar as reais intenções da Pixar, e do diretor Josh Cooley. Recapitulando – em 1995, Toy Story, o 1, fez história como primeiro filme, a primeira animação, inteiramente produzida com ferramentas digitais, isto é, no computador. O sucesso foi grande e, quatro anos mais tarde, veio o 2, também realizado por John Lasseter. Aventura, humor, diversão. No 3, em 2010, houve mudança de direção, e de tom.

Com Lee Unkrich, o foco ficou mais dramático. A série toda é sobre a vida dos bonecos longe do olhar dos donos. Em Toy Story 3, Andy, o garoto, cresceu, vai para a universidade – o filme é sobre o adeus que ele tem de dar a seus brinquedos, e um outro rito de passagem, a transferência de Woody, Buzz Lightyear e os outros toys para Bonnie. Agora, no 4, Woody começa a ser negligenciado pela menina, que vai para a escola. Ela faz – literalmente – um novo amigo, Garfinho, mas ele, criado de um material descartável, não tem a alma de boneco. Acha que é lixo, e para o lixo deve ir.

Todo o filme é a história do esforço de Woody para proteger Garfinho, pois ele sabe que, assim procedendo, protege Bonnie. Woody reencontra Betty, a boneca do abajur, conhece Betty e seus sinistros auxiliares ventríloquos. O filme marca a despedida de Woody da série. Sua discussão sobre ‘lixo’ é ambiental, e humana – os excluídos deste mundo. O público tem aplaudido no final das sessões. Dependendo do olhar, Toy Story 4, com ação, humor, fantasia, é o melhor de todos.

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