Nina Prommer/EFE
Nina Prommer/EFE

Tom Hiddleston: 'Este não é o King Kong clássico: é puro rock'n'roll'

Astro de 'Kong: a Ilha da Caveira' diz que expectador terá duas horas de aventura e escapismo

Antonio Martín Guirado, EFE

09 Março 2017 | 12h22

A modernização de Godzilla (2014) foi a semente de um novo universo de monstros que agora torna a rugir com Kong: Skull Island (no Brasil, Kong: a Ilha da Caveira), protagonizado por um Tom Hiddleston que, em entrevista à agência EFE, adverte ao público de que ele não verá o King Kong clássico: “O filme é puro rock'n'roll”. Esta franquia, denominada "MonsterVerse" e criada pela produtora Legendary e o estúdio Warner Bros., verá nos próximos anos o lançamento de Godzilla: King of the Monsters (2019) e Godzilla vs. Kong (2020).

Kong: a Ilha da Caveira, que estreia no próximo dia 9 de março, imagina as origens de um dos maiores mitos da sétima arte, desta vez com uma história ambientada em 1973, após o fim da Guerra do Vietnã, na qual um grupo de cientistas, soldados e exploradores se adentram em uma ilha inexplorada do Pacifico em cujas proximidades desapareceram barcos e aviões sem deixar rastro.

“Vivemos numa época em que o ser humano parece estar mais isolado do que nunca do mundo natural”, disse Hiddleston, que encabeça elenco de pesos pesados onde também figuram Brie Larson, Samuel L. Jackson, John Goodman, Corey Hawkins e John C. Reilly, entre outros. “E neste contexto é normal que o mito de Kong retorne: vale a pena recordar quão pequenos nós somos neste mundo. São duas horas de aventura e escapismo, mas este não é o macaco clássico, não há Fay Wray nem o Empire State: é puro rock'n'roll”, acrescentou o ator londrino.

Quando a equipe se adentra nos domínios do macaco gigante (na realidade, as paisagens de Havaí, Austrália e Vietnã), ela comprovará que sua missão de descobrimento se converte numa luta para sobreviver num Eden repleto de criaturas que conformam um ecossistema onde não há lugar para o ser humano e Kong é o rei. “Acredito que o filme é uma nova aposta sobre um mito conhecido e que as imagens são de tirar o fôlego”, assinalou Hiddleston, que reconheceu que o objetivo do diretor Jordan Vogt-Roberts foi criar um filme de aventuras “como as que nos faziam vibrar quando pequenos”, ao estilo de Os Caçadores da Arca Perdida (1981) ou Jurassic Park (1993).

“Uma aventura do tipo antigo que leva o público a uma viagem de descobrimento, com ação muito nova e efeitos visuais estupendos”, comentou o ganhador do Globo de Ouro pela minissérie britânica The Night Manager (baseada no livro O Gerente Noturno de John Le Carré).

Hiddleston, que ganhou fama mundial com seu malvado Loki nos filmes do universo Marvel, foi ganhando importância em Hollywood até o ponto de obter um crédito como produtor executivo em The Night Manager por suas contribuições à história, algo que também fez, de maneira extraoficial, em Kong: a Ilha da Caveira, uma produção com orçamento de US$ 200 milhões.

“Me agrada fazer parte do desenvolvimento”, ele admitiu. “Contribuir para a história e conhecer seu desenvolvimento me ajuda a construir e entender melhor o personagem. Me permite ser um ator melhor”, acrescentou.

O ator, fazendo charme com seu sotaque britânico impecável, explicou que não teve nenhuma dúvida na hora de aceitar o projeto apesar de Vogt-Roberts não ter experiência no comando de uma superprodução deste porte.

“A produtora tinha muita confiança nele e Jordan trouxe uma grande originalidade. Quando o conheci, ele me convenceu porque tinha as coisas muito claras e confiava muito em seus colaboradores. Ele foi muito honesto sobre as coisas que não sabia e muito claro sobre suas intenções”, declarou Hiddleston.

Já faz tempo que se especula sobre a possibilidade de Hiddleston assumir o papel de Daniel Craig como James Bond, e a primeira cena do ator em Kong: a Ilha da Caveira deixa claro, mais uma vez, que ele poderia encarnar esse papel com perfeição.

“Tomar parte nessa conversa é muito estranho. Prefiro não entrar nela”, disse, entre risos, o ator, que em novembro retomará o papel de Loki em Thor: Ragnarok.

No entanto, ele não fez reparos para falar sobre a incursão de Brie Larson nesse universo de super-heróis em Captain Marvel. “Falamos sobre isso, mas ela não precisa de meus conselhos. Ela tem grandes ideias sobre o que deve ser o filme e estou curioso de ver o que ela fará. É um novo capítulo empolgante para a Marvel e para ela”, concluiu Hiddleston.

TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.