Tiradentes mostra arte das janelas

Neste sábado, 4.ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que faz parte do início das comemorações dos 300 anos da cidade, que acontece em 2002, teve como principal atração a exposição Uns 300 Anos de Janela. A mostra, montada na Rua Direita, contém trabalhos de artistas plásticos e dos moradores da cidade. Enquanto o público admirava os trabalhos, bandas de música tocavam velhos sucessos de carnaval e grupos de teatro e circo se apresentavam em cortejo.Esta noite, a mostra exibe a série Mulheres em Cena, somente com longas-metragens dirigidos por mulheres. No Cine Praça, nome dado a uma grande tela instalada ao ar livre, no Largo das Forras, serão exibidos Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky e Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat, que está em Tiradentes, juntamente com os atores Diogo Infante e Floriano Peixoto. No Cine Tenda, O Sonho de Rose, de Tetê Moraes e Através da Janela, de Tatá Amaral.Exposição de artes - A mostra Uns 300 anos de Janela, organizada pela artista plástica e moradora de Tiradentes, Maria José Boaventura, é uma idéia original, com instalações, pinturas, esculturas, textos e painéis nas janelas das antigas casas e estabelecimentos comerciais da Rua Direita, no Centro Histórico. Maria José afirma que os moradores participaram desde o início. "Todo mundo contribuiu. Alguns moradores fizeram suas próprias obras e outros cederam suas janelas para artistas", diz. O artista plástico Luciano Maurício, um dos veteranos da cidade, participou com uma instalação. Segundo ele, que diz que não se lembra há quanto tempo mora em Tiradentes, esta exposição é uma aproximação com a história da cidade, pois a Rua Direita "tem a cara de Tiradentes". "Aqui, não existem tendências reconciliáveis, cada artista mostra aquilo que quer e é", afirma.A também artista plástica Fátima Moura, residente em Tiradentes há 13 anos, participou com outra instalação, mesclando bonecos e tecidos. "Eu acho ótimo reunir todos os artistas da cidade assim", diz.A turista Débora Bracarense, de São João Del Rey, admirava uma das janelas, que continha uma poesia. "Estou emocionada. É muito interessante essa história da janela em cidades do interior, tem toda uma cultura", disse.A exposição Uns 300 anos de Janela foi programada para durar apenas um dia. Já a exposição As Janelas do Cinema vai estar na Galeria de Arte do Centro Cultural Yves Alves até o fim da mostra, no dia 27. Estão expostas fotografias dos longas a serem exibidos e fotografias das homenageadas Ana Carolina e de Odete Lara. Neste sábado começou também a programação de vídeos, com a Retrospectiva Carlos Nader, mostrando cinco trabalhos, de 1993 a 2000. A Mostrinha de Cinema, para o público infanto-juvenil, lotou o Cine-Tenda - que tem capacidade para 600 espectadores - com a exibição dos filmes Cavalinho Azul e Castelo Rá-Tim-Bum. Estiveram presentes na sessão Sérgio Mamberti e o jovem ator Diego Kozievitch.

Agencia Estado,

20 de janeiro de 2001 | 20h17

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