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'The Post: A Guerra Secreta' e 'Visages, Villages' estão entre as estreias da semana

Confira informações sobre os filmes que entram em cartaz no Brasil nesta quinta-feira, 25

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2018 | 06h00

Visages, Villages

(França/2016, 89 min.) Dir. de Agnès Varda e JR. Com Jean-Luc Godard, JR, Laurent Levesque. 

Luiz Zanin Oricchio Visages, Villages. Rostos, vilarejos. Simples assim. O projeto é uma parceria do fotógrafo JR e da diretora Agnès Varda, ícone do cinema francês, com 89 anos de idade, que receberá um Oscar especial pela carreira. O filme concorre à estatueta de melhor documentário no dia 4 de março.

Os dois, o jovem fotógrafo, a cineasta idosa, põem o pé na estrada. Vão a bordo do caminhão fotográfico de JR. O veículo, em si, já é digno de atenção. Uma moderna camioneta, engenhoca em formato de máquina fotográfica, com todos os recursos da tecnologia fotográfica. 

Mas interessa mesmo é a dupla de aventureiros. Ela, uma senhora muito bem disposta, falante e aberta ao diálogo com todos e todas, cabelo pintado em duas cores. Ele, sempre de chapéu e óculos escuros, lépido, desbocado e um ar permanente de Jean-Luc Godard. A dupla sai pela campanha francesa em busca de pequenas cidades e seus habitantes.

Cidadezinhas comuns, gente comum, sem glamour. Vidas que, vistas de perto, se revelam incomuns, originais, únicas. São dessas pessoas e lugares que Agnès Varda gosta, como sabe quem conhece seus outros filmes, em particular sua obra-prima, Os Catadores e Eu (Les Glanêurs et la Glaneuse).

As pessoas são chamadas para se transformar em obras de arte. Fotografados em tamanho gigante, seus retratos são estampadas num celeiro, na fachada de uma casa, num contêiner, numa esquina. Alteram a paisagem. Talvez mudem um pouco a maneira como essas pessoas veem a si mesmas.

O cinema, quando arte, nos faz ver algo antes invisível. Algo que está diante de nós, mas não compreendemos. Deixando-se levar pelas coisas, “o acaso é o melhor roteirista”, Varda e seus personagens enriquecem nosso olhar e sensibilidade. O que mais pedir? 

The Post – A Guerra Secreta / The Post

(EUA/2017, 115 min.)Dir. Steven Spielberg. Com Meryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson

The Post – A Guerra Secreta ficou apenas com duas indicações para o Oscar – filme e atriz (Meryl Streep). Aliás, esta é a 21.ª indicação de Meryl para o Oscar, uma atriz que Donald Trump qualificou como “superestimada”. Bem... Interessa que The Post é belo trabalho de Steven Spielberg, em mais uma das suas meditações sobre os Estados Unidos.

Desta vez ele se debruça sobre um caso real. Em 1971, houve o vazamento de documentos secretos da Guerra do Vietnã, então em curso. O New York Times começou a publicá-los e depois foi impedido por uma decisão na Justiça. O Washington Post resolveu entrar na briga e também começou a publicar os comprometedores documentos secretos.

Meryl faz a dona do jornal, uma grã-fina que resolve ir à luta em nome da liberdade da imprensa. Tom Hanks vive Ben Bradlee, o editor do jornal, que depois estaria à frente do Caso Watergate, causa da renúncia de Nixon. O filme é tenso, bem dirigido e prende a atenção. Mostra como a imprensa livre é indispensável para as democracias que se levam a sério. / L.Z.O. 

Sem Fôlego / Wonderstruck 

(EUA. 2017, 117 min.) Dir. Todd Haynes. Com Oakes Fegley, Millicent Simmonds, Julianne Moore

Em Sem Fôlego, Todd Haynes mostra sua criatividade ao construir uma história em dois tempos e depois alinhavar com elegância as duas narrativas. Em 1977, o garoto Ben (Oakes Fegley) fica surdo ao ser atingido por um raio. Em 1927 uma garota (Millicent Simmonds), surda de nascença, foge de casa para encontrar a mãe, uma atriz famosa (Julianne Moore).

Haynes faz a história dos anos 1970 em cores e a dos anos 1920 em preto e branco. Alterna uma com a outra, em alguns momentos de maneira bastante rápida. No começo, o espectador boia um pouco. Precisa ter paciência porque logo a história toda se esclarece e não oferece qualquer dificuldade para ser acompanhada.

O que não quer dizer que não ofereça surpresas. Muito pelo contrário. Tanto é assim que pouco se pode dela dizer sem estragar o prazer do público com spoilers. Às vezes o tom novelesco e o excesso de coincidências podem despertar suspeitas. Ok, mas o filme todo se propõe como uma espécie de folhetim. Consegue aliar inteligência e emoção. / L.Z.O. 

Dunkirk 

(EUA, 2016, 107 min.) Dir. Christopher Nolan. Com Fionn Whitehead, Tom Hardy, Mark Rylance

Com suas oito indicações ao Oscar (inclusive melhor filme e direção para Christopher Nolan), Dunkirk volta ao cartaz nos cinemas da cidade. Ótima chance para conferir este drama da 2.ª Guerra Mundial que, pela força das imagens, pede uma tela grande para ser visto como se deve.

Nolan recria de maneira impressionante um episódio da 2ª Guerra, o resgate de soldados britânicos da praia de Dunquerque, em 1940. Este é considerado um episódio fundamental para o andamento e desfecho da guerra, embora situado quase em seu início. As forças alemãs cercaram os exércitos inglês e francês nas praias da Normandia e continuavam a avançar.

Com a França derrotada, e os Estados Unidos e União Soviética ainda fora do combate, a Grã-Bretanha suportava sozinha o peso do domínio nazista. Lacônico, Nolan omite as escaramuças políticas e dá sua versão emocionante ao heroísmo britânico no episódio das pequenas embarcações convocadas para buscar os 300 mil soldados ameaçados. Para o ponto de vista complementar, o dos tensos bastidores políticos, assista a O Destino de Uma Nação, também em cartaz. / L.Z.O.

Peixonauta - O Filme

(Brasil, 2016, 77 min.) Dir. Kiko Mistrorigo, Célia Catunda. 

Em ritmo de férias escolares, chega aos cinemas a animação nacional Peixonauta - o Filme. Peixonauta é aquele peixinho vestido em traje de astronauta, e desta vez terá de resolver um mistério: uma cidade inteira desapareceu do mapa. 

Encolhi a Professora / Hilfe, Ich Hab Meine Lehrerin Geschrumpft

(Alemanha, Áustria/2015, 101 min.)Dir. Sven Unterwaldt. Com: Anja Kling, Oskar Keymer, Lina Hüesker

Mudança de escola é sempre um momento complicado, nada fácil ter de se enturmar e fazer amigos novamente. Agora, imagina se, por acidente, você transforma sua professora rabugenta em uma pessoinha de 17 cm. 

Maze Runner: A Cura Mortal / Maze Runner: The Death Cure

(EUA, 2018, 141 min.) Dir. Wes Ball. Com : Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster

Terceiro filme da saga Maze Runner coloca Thomas com a missão de salvar seus amigos, ameaçados por uma grave doença. Para isso, juntos terão de invadir a lendária Última Cidade, controlada pela C.R.U.E.L.

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