'The International' abre o 59.º Festival de Cinema de Berlim

Filme do diretor Tom Tykwer ('Corra Lola, Corra') é sobre a máfia dos banqueiros e suas trapaças financeiras

Agências internacionais,

05 de fevereiro de 2009 | 19h44

O festival de cinema anual de Berlim , também conhecido como Berlinale, deu a largada nesta quinta-feira, 5,  com a exibição do filme The International, um suspense do diretor alemão Tom Tykwer (Corra Lola, Corra). A trama envolve um um agente da Interpol em sua luta para derrubar um poderoso banco que estaria realizando atividades ilícitas.  Veja também: Veja galeria de fotos da Berlinale Trailer de 'The International' The International é um dos 17 filmes que fazem sua estreia mundial na Berlinale. O festival, em sua 59.ª edição é o primeiro dos grandes festivais europeus do ano. O ano passado o prêmio máximo, o Urso de Ouro, foi para Tropa de Elite, do diretor brasileiro José Padilha, que exibe na sessão Panorama, fora da competição, seu novo documentário Garapa. O Brasil será representado ainda por Vingança, de Paulo Pons, e pelo curta-metragem Triangulum, de Melissa Dullius e Ricardo Jahn, uma co-produção com Alemanha e Egito.   A abertura do evento com The International, segundo Tykwer, não tem nada a ver com a crise financeira internacional. Para o diretor foi apenas uma coincidência e ele afirmou sentir-se emocionado "com a ideia de que o banco represente o vilão em um filme de suspense".  Clive Owen interpreta o herói do filme, Louis Salinger, e Naomi Watts faz o papel de uma fiscal do distrito de Nova York que se une a ele para rastrear transações que financiam terroristas. Owem disse que seu personagem "viaja literalmente por todo o mundo atrás deste banco e na tentativa de derrubá-lo". Tykwer assinalou na entrevista coletiva que "o tema do filme é um sistema e um princípio sobre os quais se construiu nossa sociedade... Que surgiu com a ideia de intercambio de bens que agora estamos começando a questionar". The International foi exibido fora da competição. Entre os 18 filmes que disputam o Urso de Ouro, não há produções brasileiras, mas latino-americanas, como La Teta Asustada da peruana Claudia Llosa e Gigante do argentino Adrián Biniez, assim como produções estreladas por Renee Zellweger, Tommy Lee Jones, Michelle Pfeiffer e Judi Dench, entre outros. A atriz britânica Tilda Swinton preside o júri da Berlinale. Foto: Reuters Um júri de sete membros presidido pela atriz britânica Tilda Swinton vai anunciar o vencedor em 14 de fevereiro. "Minhas expectativas? Não ter absolutamente nenhuma expectativa", disse. O diretor do festival, Dieter Kosslick afirmou que não espera que a crise econômica tenha um efeito direto sobre a Berlinale, que tradicionalmente conta com menos estrelas que os festivais de Cannes e Veneza, mas que se orgulha de ser acessível ao público em geral, e deve viver 11 dias de muito glamour, com a  exibição de 386 filmes. O Urso de Ouro especial, que celebra a carreira de um grande artista, será concedido ao compositor Maurice Jarre, sem os quais os épicos intimistas de David Lean (Lawrence da Arábia, Doutor Jivago, A Filha de Ryan e Passagem para a Índia) não seriam a mesma coisa. Esses filmes e mais 2001, Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, serão exibidos na retrospectiva deste ano, que tem o título de Bigger than Life (Maior que a vida) e contempla o 70 mm, exibindo versões restauradas de 22 grandes clássicos do cinema.

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