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Testamento de Robin Williams restringe uso de sua imagem até 2039

Ator, morto em 2014, não pode ser digitalmente inserido em shows, filmes ou propagandas até a data predeterminada

O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 22h17

O ator Robin Williams, que morreu em agosto do ano passado, deixou um testamento com designações bem definidas - restringiu o uso de sua imagem por até 25 anos após sua morte, segundo o Hollywood Reporter.

O documento traz uma descrição detalhada de como a imagem de Williams pode ser usada em publicidade e filmes até 11 de agosto de 2039. Dessa forma, ele não pode ser digitalmente inserido em shows, filmes ou propagandas até a data predeterminada.

Nascido em Chicago em 21 de julho de 1951, o ator, cuja autópsia confirmou que ele cometeu suicídio, passou os direitos de uso de seu nome, assinatura, fotografias e imagens para a instituição de caridade Windfall Foundation. E especificou que caso a Windfall Foundation tenha algum problema com a Receita, o dinheiro deverá ser distribuído entre outras instituições reconhecidas, como o Médicos Sem Fronteiras ou Make-a-Wish, que permitam dedução do imposto de renda. Com essa medida, a intenção do ator foi a de proteger sua família de problemas com a Receita. 

Os representantes de Robin Williams provavelmente tinham conhecimento das novas tecnologias que têm o poder de ‘ressuscitar’ celebridades mortas, como hologramas em shows, e quiseram evitar qualquer coisa que pudesse manchar o legado do ator. 

Os herdeiros de Michael Jackson (1958-2009) enfrentam problemas tributários com o governo americano e devem US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) de impostos em direitos de publicidade do Rei do Pop, que apareceu como holograma no Billboard Music Awards de 2014. 

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